17/04/2015
[caption id="attachment_60586" align="aligncenter" width="472" caption="Foto: Lucas Rosário"]
[/caption]
A Ordem 3ª de São Francisco, que chegou ao Brasil em 1555 e foi fundada a partir de 1635, integra o grupo de irmandades e ordens da Igreja Católica que, juntas, são proprietárias de grande parte do conjunto arquitetônico do Centro Histórico de Salvador (CHS). A área foi tombada como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN/MinC e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
“A Ordem 3ª detém hoje 140 imóveis entre capelas, igrejas e casarões. Por isso, ela é uma das instituições mais importantes para se dialogar em qualquer ação de planejamento prevista na região do Centro Antigo”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), arquiteto João Carlos.
Para iniciar parcerias prevendo políticas públicas de proteção ao patrimônio cultural, o diretor do IPAC vem mantendo reuniões com os mais importantes gestores da área. “Essa é a iniciativa mais importante feita até agora. Ansiávamos pela ampliação do diálogo com os poderes públicos, já que acreditamos que a aproximação vai trazer valiosos frutos”, avalia o presidente da Ordem 3ª, Jayme Baleeiro.
O diretor do IPAC visitou a Ordem 3ª na última quarta-feira (15), localizada na Rua São Francisco, no CHS, acompanhado pelo chefe de gabinete do IPAC, advogado Ivan Souza Teixeira. Presentes, a diretora da Igreja da Ordem 3ª, Lindaura Alban Corujeira, e a sua tesoureira, Ciçone Pedral Sampaio Fiuza.
Para além da importância da edificação, a Ordem 3ª reúne em suas dependências rico acervo de mobiliário baiano, obras de arte e relíquias religiosas. “Já estivemos com o arcebispo primaz, Dom Murilo Krieger, onde, dentre outros itens, tratamos da importância do turismo católico”, relata João Carlos.
TURISMO – O diretor do IPAC informa que negociações junto à Secretaria de Turismo do Estado estão sendo feitas para elaboração de um mapa com roteiro cultural, histórico e religioso para ser oferecido aos turistas locais, nacionais e internacionais. “Podemos ter três roteiros convergentes, que agreguem as características de arquitetura, religiosidade e patrimônio cultural – material e imaterial”, propõe João Carlos. O diretor do IPAC lembra que já colocou à disposição do Secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, a capacitação técnica e o conteúdo científico produzido pelos especialistas do Instituto.
“A quantidade de visitantes à nossa igreja é enorme”, revela o presidente da Ordem 3ª, Jayme Baleeiro. “Somente na Ordem 3ª de São Francisco, recebemos mais de 24 mil visitantes de diversas nacionalidades no ano passado (2014)”, diz. A Ordem 3ª reúne um valor inestimável. No mobiliário secular, está uma cadeira que teria sido usada pelo príncipe-regente D. João VI, e os imperadores Pedro I e Pedro II. Os azulejos narram episódios da colonização e de fatos de Portugal. Esculturas religiosas seculares, quadros, obras de arte e imagens completam a riqueza da Ordem.
Os integrantes da Ordem 3ª também solicitam ao diretor do IPAC a mediação de diálogos com órgãos públicos. “Estamos delineando uma política pública para cultura, onde o papel de mediação com essas instituições e articulação no Centro Antigo são fundamentais para a gestão do patrimônio histórico do Estado em prol da sua preservação e valorização”, afirma o chefe de gabinete do IPAC, advogado Ivan Teixeira.
[/caption]
A Ordem 3ª de São Francisco, que chegou ao Brasil em 1555 e foi fundada a partir de 1635, integra o grupo de irmandades e ordens da Igreja Católica que, juntas, são proprietárias de grande parte do conjunto arquitetônico do Centro Histórico de Salvador (CHS). A área foi tombada como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN/MinC e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
“A Ordem 3ª detém hoje 140 imóveis entre capelas, igrejas e casarões. Por isso, ela é uma das instituições mais importantes para se dialogar em qualquer ação de planejamento prevista na região do Centro Antigo”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), arquiteto João Carlos.
Para iniciar parcerias prevendo políticas públicas de proteção ao patrimônio cultural, o diretor do IPAC vem mantendo reuniões com os mais importantes gestores da área. “Essa é a iniciativa mais importante feita até agora. Ansiávamos pela ampliação do diálogo com os poderes públicos, já que acreditamos que a aproximação vai trazer valiosos frutos”, avalia o presidente da Ordem 3ª, Jayme Baleeiro.
O diretor do IPAC visitou a Ordem 3ª na última quarta-feira (15), localizada na Rua São Francisco, no CHS, acompanhado pelo chefe de gabinete do IPAC, advogado Ivan Souza Teixeira. Presentes, a diretora da Igreja da Ordem 3ª, Lindaura Alban Corujeira, e a sua tesoureira, Ciçone Pedral Sampaio Fiuza.
Para além da importância da edificação, a Ordem 3ª reúne em suas dependências rico acervo de mobiliário baiano, obras de arte e relíquias religiosas. “Já estivemos com o arcebispo primaz, Dom Murilo Krieger, onde, dentre outros itens, tratamos da importância do turismo católico”, relata João Carlos.
TURISMO – O diretor do IPAC informa que negociações junto à Secretaria de Turismo do Estado estão sendo feitas para elaboração de um mapa com roteiro cultural, histórico e religioso para ser oferecido aos turistas locais, nacionais e internacionais. “Podemos ter três roteiros convergentes, que agreguem as características de arquitetura, religiosidade e patrimônio cultural – material e imaterial”, propõe João Carlos. O diretor do IPAC lembra que já colocou à disposição do Secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, a capacitação técnica e o conteúdo científico produzido pelos especialistas do Instituto.
“A quantidade de visitantes à nossa igreja é enorme”, revela o presidente da Ordem 3ª, Jayme Baleeiro. “Somente na Ordem 3ª de São Francisco, recebemos mais de 24 mil visitantes de diversas nacionalidades no ano passado (2014)”, diz. A Ordem 3ª reúne um valor inestimável. No mobiliário secular, está uma cadeira que teria sido usada pelo príncipe-regente D. João VI, e os imperadores Pedro I e Pedro II. Os azulejos narram episódios da colonização e de fatos de Portugal. Esculturas religiosas seculares, quadros, obras de arte e imagens completam a riqueza da Ordem.
Os integrantes da Ordem 3ª também solicitam ao diretor do IPAC a mediação de diálogos com órgãos públicos. “Estamos delineando uma política pública para cultura, onde o papel de mediação com essas instituições e articulação no Centro Antigo são fundamentais para a gestão do patrimônio histórico do Estado em prol da sua preservação e valorização”, afirma o chefe de gabinete do IPAC, advogado Ivan Teixeira.