27/04/2015
[caption id="attachment_60843" align="aligncenter" width="448" caption="Fotos: Tacila Mendes"]
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Uma sessão solene na Câmara Municipal de Cachoeira deu início às comemorações do centenário do artista Hansen Bahia na última sexta-feira, 24. O evento contou com a presença do secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal, de autoridades, de professores da Universidade Federal da Bahia, de artistas, da equipe da Fundação Hansen Bahia e do sobrinho do artista, Reiner Hansen. Em discurso, o secretário sublinhou a generosidade do artista que morou na Bahia grande parte da vida e que aqui deixou o seu legado: "Hansen, que produziu em seu expressionismo alemão uma obra inestimável, teve a coragem que poucos tiveram de dizer: ''tudo que sei e que sou devo à Bahia".
A Fundação Hansen Bahia - uma das 15 instituições apoiadas pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) - abrange o Museu Casa Hansen Bahia, em São Félix, e um Espaço Cultural e um Museu Galeria, em Cachoeira. “A importância de Hansen para o Recôncavo é imensa, tanto que a Fundação vem realizando anualmente diversas atividades a fim de preservar sua memória e o seu legado. Contudo, o centenário trará de forma contínua determinadas atividades, como as oficinas de gravura que têm início também no dia 24 de abril”, contou o gerente técnico da Fundação, Jomar Lima.
A programação continuou com o lançamento da publicação “100 anos Hansen- Bahia, 1915-2015”, no Museu Casa Hansen-Bahia, em São Félix, elaborada em parceria com Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA). No mesmo, local, foi aberta uma nova mostra de gravuras que privilegia a trajetória do artista do ponto de vista técnico e cronológico, com curadoria de Jomar Lima e do professor mestre da Escola de Belas Artes da UFBA, Evandro Sybine. Na mostra, os curadores privilegiaram a trajetória do artista do ponto de vista técnico e cronológico.
Oficinas de Gravura - A oficina de gravura, promovida pela Fundação Hansen Bahia, passa a ser ministrada a partir do dia 24, pelo artista visual Zimaldo Melo, graduado em Artes Visuais pela Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde desenvolveu estudos sobre a gravura brasileira. A proposta das aulas é que, diante do universo criado por Hansen Bahia na gravura, o aluno se aproprie de uma imagem e recrie com seu próprio repertório outra obra. As oficinas acontecem de terça a sexta-feira, das 14h às 17h, na Fundação Hansen, Rua 13 de Maio, nº 13, em Cachoeira. Para se inscrever, o interessado deve entrar em contato pelos telefones: (75) 3425-1453 / 3438-3442.
O horário de visitação no Museu/Casa Hansen Bahia, localizado na Fazenda Santa Bárbara, em São Félix, é de terça a sexta-feira das 09h às 17h e sábado das 09h às 13h, com acesso gratuito.
Hansen Bahia (Karl Heinz Hansen) – Nascido em Hamburgo em 19 de abril de 1915, o marinheiro, escultor, pintor e cineasta, alistou-se na Marinha Alemã e participou da II Grande Guerra. Ao término do episódio bélico, Hansen inicia sua vocação: trabalhar a madeira para reproduzir xilogravuras. Viajou e descobriu o Brasil no final da década de 1950. Primeiro trabalhou na Companhia Melhoramentos, em São Paulo, depois veio para a Bahia, em 1955, onde inicia uma série de gravuras chamada “Flor de São Miguel” com o apoio do escritor Jorge Amado, seu eterno amigo. Volta para Europa, produz mais xilogravuras dentro de um castelo, e depois vai para Adis Abebe, na Etiópia, ensinar a arte da gravura. Em terras baianas se naturalizou e recebeu o nome de Hansen Bahia. Estabelecendo-se em São Felix, no Recôncavo Baiano, de 1970 até a sua morte. Realizou inúmeros trabalhos, entre eles, as ilustrações para as obras de Jorge Amado, Castro Alves, François Villon, Bertolt Brecht e outros.
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Uma sessão solene na Câmara Municipal de Cachoeira deu início às comemorações do centenário do artista Hansen Bahia na última sexta-feira, 24. O evento contou com a presença do secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal, de autoridades, de professores da Universidade Federal da Bahia, de artistas, da equipe da Fundação Hansen Bahia e do sobrinho do artista, Reiner Hansen. Em discurso, o secretário sublinhou a generosidade do artista que morou na Bahia grande parte da vida e que aqui deixou o seu legado: "Hansen, que produziu em seu expressionismo alemão uma obra inestimável, teve a coragem que poucos tiveram de dizer: ''tudo que sei e que sou devo à Bahia".
A Fundação Hansen Bahia - uma das 15 instituições apoiadas pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) - abrange o Museu Casa Hansen Bahia, em São Félix, e um Espaço Cultural e um Museu Galeria, em Cachoeira. “A importância de Hansen para o Recôncavo é imensa, tanto que a Fundação vem realizando anualmente diversas atividades a fim de preservar sua memória e o seu legado. Contudo, o centenário trará de forma contínua determinadas atividades, como as oficinas de gravura que têm início também no dia 24 de abril”, contou o gerente técnico da Fundação, Jomar Lima.
A programação continuou com o lançamento da publicação “100 anos Hansen- Bahia, 1915-2015”, no Museu Casa Hansen-Bahia, em São Félix, elaborada em parceria com Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA). No mesmo, local, foi aberta uma nova mostra de gravuras que privilegia a trajetória do artista do ponto de vista técnico e cronológico, com curadoria de Jomar Lima e do professor mestre da Escola de Belas Artes da UFBA, Evandro Sybine. Na mostra, os curadores privilegiaram a trajetória do artista do ponto de vista técnico e cronológico.
Oficinas de Gravura - A oficina de gravura, promovida pela Fundação Hansen Bahia, passa a ser ministrada a partir do dia 24, pelo artista visual Zimaldo Melo, graduado em Artes Visuais pela Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde desenvolveu estudos sobre a gravura brasileira. A proposta das aulas é que, diante do universo criado por Hansen Bahia na gravura, o aluno se aproprie de uma imagem e recrie com seu próprio repertório outra obra. As oficinas acontecem de terça a sexta-feira, das 14h às 17h, na Fundação Hansen, Rua 13 de Maio, nº 13, em Cachoeira. Para se inscrever, o interessado deve entrar em contato pelos telefones: (75) 3425-1453 / 3438-3442.
O horário de visitação no Museu/Casa Hansen Bahia, localizado na Fazenda Santa Bárbara, em São Félix, é de terça a sexta-feira das 09h às 17h e sábado das 09h às 13h, com acesso gratuito.
Hansen Bahia (Karl Heinz Hansen) – Nascido em Hamburgo em 19 de abril de 1915, o marinheiro, escultor, pintor e cineasta, alistou-se na Marinha Alemã e participou da II Grande Guerra. Ao término do episódio bélico, Hansen inicia sua vocação: trabalhar a madeira para reproduzir xilogravuras. Viajou e descobriu o Brasil no final da década de 1950. Primeiro trabalhou na Companhia Melhoramentos, em São Paulo, depois veio para a Bahia, em 1955, onde inicia uma série de gravuras chamada “Flor de São Miguel” com o apoio do escritor Jorge Amado, seu eterno amigo. Volta para Europa, produz mais xilogravuras dentro de um castelo, e depois vai para Adis Abebe, na Etiópia, ensinar a arte da gravura. Em terras baianas se naturalizou e recebeu o nome de Hansen Bahia. Estabelecendo-se em São Felix, no Recôncavo Baiano, de 1970 até a sua morte. Realizou inúmeros trabalhos, entre eles, as ilustrações para as obras de Jorge Amado, Castro Alves, François Villon, Bertolt Brecht e outros.
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