25/06/2015
Documentos que retratam a história da Independência do Brasil na Bahia, que aconteceu no dia 2 de julho de 1823, podem ser consultados em diversos espaços públicos geridos pela Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA).
A Biblioteca Pública do Estado (Barris), por exemplo, possui em sua ampla estrutura diversos setores como o de Periódicos Correntes, Raros e Valiosos, que custodia, por exemplo, uma edição especial do Diário Oficial, produzido em 1923, comemorativa ao centenário da Independência da Bahia. Exemplares históricos dos jornais que contextualizaram esse acontecimento marcante no país, como O Conservador, Bahia Ilustrada, O Imparcial e A Tarde também podem ser consultados.
No setor de Obras Raras e Valiosas, livros históricos datados desde o período colonial compõem as estantes do espaço. Enquanto que no setor de Documentação Baiana, o leitor poderá se deparar com cerca de 120 títulos, em sua maioria didáticos, que abordam o 2 de Julho. Dentre eles, obras importantes como A Independência do Brasil na Bahia - Luís Henrique Dias Tavares, História da Independência na Bahia - Braz do Amaral, Aspectos do dois de julho - da Secretaria de Educação e Cultura da Bahia, 2 de Julho: a Bahia na Independência Nacional - Fundação Pedro Calmon, 2 de Julho: a festa é história - Socorro Targino Martinez e Marcelo Jatobá, Algazarra nas ruas: comemorações da Independência na Bahia (1889-1923) - Wlamyra Ribeiro de Albuquerque.
Memória - Para os amantes da fotografia, o Centro de Memória do Estado da Bahia conserva um acervo doado pelo prefeito de Salvador em 1951 a 1954, Osvaldo Gordilho, que apresenta fotos de um cortejo que percorreu as praças Castro Alves e da Sé, em comemoração à independência do estado. As imagens ilustram desfiles de carros alegóricos com Caboclos, Encourados de Pedrão e da Ala dos Evangélicos, com o estandarte do general Labatut.
Outro espaço que não se pode deixar de visitar é o Arquivo Público do Estado da Bahia, localizado na Ladeira de Quintas, no bairro Baixa de Quintas. A instituição possui o Setor Colonial e Provincial, que é o guardião de Cartas Régias do período de 1648 a1821, da Série Documental da Independência do Brasil na Bahia – 2 de Julho. Compõe ainda o acervo, correspondências dos governos de outros estados brasileiros para o governo baiano, certidões, cartas de alforria dos escravos e ainda a Série Documental da Polícia do Porto, que contém os documentos e passaportes de entrada dos escravos e imigrantes que chegaram à Bahia pelos portos no período de 1823 a 1869.
Virtual - Já a Biblioteca Virtual 2 de Julho engloba um rico conjunto de obras digitalizadas com textos, fotografias e recortes de periódicos antigos. Antologias poéticas que referenciam a Batalha de Pirajá, Independência de Itaparica e da freira mártir, Joana Angélica, também são encontradas. Também está à disposição do leitor uma lista dos principais personagens que compuseram o cenário da data magna na Bahia, como General Labatut, Maria Quitéria, Visconde de Pirajá, e entre outros.
A Biblioteca Virtual disponibiliza ainda ao público o “Tabuleiro Virtual 2 de Julho”, jogo lúdico-educativo que testa o conhecimento do público sobre a data histórica. O game está categorizado como Edutainment, pois realiza a união entre educação e entretenimento, metodologia que alia a pedagogia ao uso de jogos, ajudando a motivar e engajar o público no aprendizado. Na internet, o público pode acessar o jogo – que é gratuito – no site da Biblioteca Virtual, e a partir de um aplicativo para o Facebook.
DLL - A Diretoria do Livro e Leitura da Fundação também dispõe, em seu acervo disponibilizado nas Feiras de Livro, obras que tematizam a data magma baiana. São exemplos destes livros títulos como “O Dois de Julho na Bahia - Antologia Poética”, de Lizis Arcanjo Alves, “Dois de Julho: A Bahia na Independência do Brasil (revista em quadrinhos)”, de Maurício Pestana, “Dois de Julho: A Bahia na Independência Nacional (cartilha)”, “A Guerreira da Lapinha (conto ficcional)”, de Elieser Cesar, “Aventuras e Travessuras no Dois de Julho (infantil)”, de Neide Cortizo, e “Maria Felipa de Oliveira – Heroína da Independência da Bahia”, de Eny Kleyde Vasconcelos Farias.
Instituição - A Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia é a gestora das nove bibliotecas públicas localizadas em diferentes bairros e cidades, além da Biblioteca Virtual 2 de Julho, do Arquivo Público do Estado da Bahia, Centro de Memória e Memorial dos Governadores. Tem em sua missão a preservação da história e memória da Bahia, incentivando a constituição da identidade do baiano e no reconhecimento do Estado como importante elemento na consolidação da nação brasileira. Seu objetivo é difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos.
>> Confira aqui toda a Programação Especial 2 de Julho da Fundação