13/07/2015
“Osseando, do verbo Ossear, navegar sobre ossos,
ou brincar de oceanos, ou historiar superfícies.”
“As pinturas desta exposição são o desfecho de um longo processo que amadureceu com o tempo e experiências a partir de técnicas diversas como desenhos, pinturas, texturas, estamparias, módulos, objetos têxteis, trajes, arquiteturas, teatro, cinema e de novo a pintura”, descreve Moacyr explicando o processo criativo e as mutações agregadas à sua arte ao percorrer inúmeros caminhos, ratificando um retorno ao ponto de partida. Sobre o artista Moacyr Gramacho é baiano, trabalha com Arquitetura, figurinos e direção de arte para cinema e teatro. Intensificou sua produção artística a partir de 1982 com a criação do Ponto Zero, uma oficina coletiva voltada para projetos arquitetônicos integrados às artes plásticas. Na mesma época, realizou trabalhos individuais em pintura e desenho, estudando os processos de criação de imagens sobre suportes como cerâmica, papel, madeira e tecidos. Em 1987, iniciou experiência profissional na Espanha e em Portugal, onde aprofundou os estudos e realizou trabalhos com tecidos, focando na reprodução de padrões e métodos de gerar imagens sobre superfícies têxteis. Entre 1989 e 1991 o atelier situado em Vallecas, Madrid, realizou importantes colaborações com profissionais da moda, dentre eles, o estilista Jesus del Pozo, na realização de estampas e customização de peças para duas coleções. Em 1991 realiza a exposição intitulada Exculturas, objetos têxteis e estamparia no Museu Nacional do traje de Lisboa. De volta ao Brasil, Gramacho agregou mais uma atividade à sua rica experiência voltando-se para a direção de arte, figurinos e cenografia. Dentre outras premiações resultantes de parcerias com diretores de shows musicais, cinema e teatro conquistou o Prêmio Copene de Cenografia e Figurinos, em 1999, com a peça Volponi, de Fernando Guerreiro,Roberto Zucco de Nehle Franke, e o Prêmio Braskem de Cenografia, pela Comédia do Fim – Quatro peças e uma catástrofe, de Luiz Marfuz, em 2003. No cinema, foi premiado em 2007 com o Kikito de Direção de Arte no Festival de Gramado, pelo longa Deserto Felizdirigido por Paulo Caldas; em 2011 com o Prêmio de Arte no Festival de Goiânia, por O Homem que Não Dormia, com direção de Edgard Navarro e, em 2014, um novo Kikito de Direção de Arte pelo filme A Luneta do Tempo, dirigido por Alceu Valença.
