Secretário Jorge Portugal participa da comemoração dos 121 anos de fundação do IGHB

27/08/2015

[caption id="attachment_65936" align="aligncenter" width="491" caption="FotoS: Rosilda Cruz"][/caption] Após a execução do Hino Nacional pela Camerata da Polícia Militar, a solenidade comemorativa dos 121 anos de fundação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), entidade cultural mais antiga do Estado, seguiu um clima de homenagem. A data do aniversário foi 13 de maio, mas teve que ser adiada em virtude do falecimento da professora Consuelo Pondé de Sena, no dia 14 do mesmo mês. Autoridades, pesquisadores e sócios do Instituto estiveram presentes na solenidade. O secretário de Cultura do estado da Bahia (SecultBA), Jorge Portugal, ressaltou o orgulho de ter o IGHB como instituição contemplada pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais. O Instituto teve patrocínio da Coelba e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e SecultBA para a recuperação da instalação elétrica do IGHB, no valor de R$ 240 mil. A intervenção aconteceu na sede da Casa que foi inaugurada em 2 de julho de 1923 para ser o monumento arquitetônico destinado ao culto da data magna, o 2 de Julho. O orador oficial do IGHB, Edivaldo Boaventura, falou em homenagem aos sócios falecidos e à professora Consuelo Pondé de Sena. "O Instituto foi para Consuelo, nos últimos 20 anos, a trincheira em defesa da tradição e dos valores pelos quais que ela militava, além da luta pela preservação do patrimônio histórico. Costumo dizer que governou da cúpula aos porões, tamanho afinco de sua gestão nesta Instituição". Seu discurso foi seguido pelos filhos de Consuelo, que também prestaram homenagens. Sob a presidência do empresário Eduardo Morais de Castro, houve, ainda, a entrega do Diploma do Mérito e Medalha Bernardino de Souza para Guarani Araripe (arquiteto), Jaime Oliveira Nascimento (historiador), Rubens Antonio Filho (geólogo) e Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba); todos personalidades de destaque no Estado, com relevantes serviços prestados à preservação dos valores cívicos da Bahia e do seu povo. Além disso, ocorreu a  posse de novos associados e o lançamento da Revista 109 do IGHB. Consuelo Pondé de Sena - Professora e historiadora, nasceu em 1934 e faleceu no dia 14 de maio de 2015. Presidiu o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia por 19 anos. Durante 31 anos, foi professora de Tupi, do Departamento de Antropologia da Ufba. Na mesma Faculdade, lecionou História da Arte. Mais tarde, assumiu o Centro de Estudos Baianos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, foi diretora da Casa de Rui Barbosa da ABI, e do Arquivo Público do Estado. Escreveu os livros: Trajetória Histórica de Juazeiro, em colaboração com Angelina Garcez (1992), Cortes no Tempo (crônicas), A Hidranja azul e o Cravo vermelho (crônicas), Bernardino de Souza: vida e obra(2010) e No insondável tempo (2013). Articulista dos jornais Tribuna da Bahia e A Tarde, era membro de dezenas de instituições culturais no Brasil e no exterior. Coordenou e presidiu vários encontros ligados à história, geografia e ciências afins. Foi eleita para a Cadeira nº. 28 da Academia de Letras da Bahia, quando tomou posse no dia 14 de março de 2002.

Sobre o IGHB - Fundado em 13 de maio de 1894, a entidade cultural mais antiga do Estado é também conhecida como a “Casa da Bahia”. É uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Para se ter uma ideia de sua importância, o Instituto possui a maior coleção de jornais, datados desde o século XIX até a atualidade, além do maior acervo cartográfico do Estado, o que permite a sociedade conhecer a origem dos atuais 417 municípios baianos. Na Biblioteca Ruy Barbosa, cerca de 30 mil títulos, incluindo obras raras, estão à disposição de pesquisadores e demais interessados. Os títulos estão disponível em cadastro online através do site IGHB. O mesmo acontece no Arquivo Theodoro Sampaio, que reúne e conserva acervos particulares, a exemplo de Theodoro Fernandes Sampaio, Brás do Amaral e Hildegardes Viana e preciosidades, como os manuscritos de poesias de Antônio de Castro Alves e cartas de Antônio Conselheiro. Ao percorrer as instalações da instituição, é possível conferir em seu Museu uma importante coleção de retratos, além de esculturas de bronze, mobiliário de época e peças religiosas da cultura africana na Bahia. O IGHB é o guardião do Pavilhão 2 de Julho, no Largo da Lapinha, onde estão os dois principais símbolos da maior festa cívica do país: o Caboclo e a Cabocla; ícones da participação popular nas lutas pela independência baiana. Sobre a Medalha Bernardino de Souza - A medalha leva o nome de Bernardino José de Souza, sergipano, etnógrafo, que foi professor de Geografia e História, além de diretor da Faculdade de Direito da Bahia. Autor de várias obras importantes ficou mais conhecido na Bahia do que em sua terra natal. Seu nome está associado a um extenso acervo bibliográfico e também a realizações empreendedoras, como as construções das sedes do IGHB e da Faculdade de Direito da Bahia, onde hoje funciona a OAB-BA.