Largo Tereza Batista é palco do Rap no primeiro dia do Carnaval do Pelourinho

05/02/2016

Grupo Onanijé

Foto: Sidney Rocharte


Quem disse que Rap não combina com Carnaval? Nesta quinta-feira (04) ecoou no Pelorinho a diversidade de sons e ritmos que são a marca do Carnaval da Cultura. No Largo Tereza Batista, Opanijé e Afro Jhow fizeram o público dançar com as batidas mescladas de Rap, Afrobeat, Samba Reggae, Semba, Dance Hall e Zouk.

 

“A gente está trazendo tudo que influenciou nosso rap, nas batidas, nas bases. Se os Estados Unidos tiveram James Brown e a África teve Fela Kuti, nós aqui temos os blocos afros. Então nesta noite a gente mostra nosso som e toda essa influência”, disse Lázaro Erê, vocalista e letrista do Opanijé, que significa Organização Popular Africana Negros Invertendo o Jogo Excludente. O grupo surgiu em Salvador, em 2005, juntando Rap, Consciência Negra e os Samplers, com letras que exaltam a cultura negra e a ancestralidade africana. Rone DumDum (voz e letras) e Dj Chiba D (toca-discos) também integram a banda.

 

A segunda atração da noite no Largo Tereza Batista foi o rapper Afro Jhow, que completa este ano sete carnavais se apresentando no Pelourinho. “Sou filho daqui, desenvolvo o trabalho o ano inteiro neste lugar e quando chega o carnaval a gente quer mostrar o que foi consolidado. Então, posso dizer que o show que apresentamos é algo imperial, uma busca pelo empoderamento”, explicou o músico que, ao longo da carreira, já se apresentou em diversos países, além de dividir o palco com nomes como Banda Olodum, Saulo, Ilê Ayê, Tony Garrido, Carlinhos Brown, Negra Li, Emicida, entre outros. O repertório, especialmente preparado para este Carnaval, fez homenagem aos clássicos da música afrobaiana, que foram interpretados com a identidade sonora do artista, misturando ritmos afro contemporâneos. 

 

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura 2016 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.