
Foto: Sidney Rocharte
Quem disse que Rap não combina com Carnaval? Nesta quinta-feira (04) ecoou no Pelorinho a diversidade de sons e ritmos que são a marca do Carnaval da Cultura. No Largo Tereza Batista, Opanijé e Afro Jhow fizeram o público dançar com as batidas mescladas de Rap, Afrobeat, Samba Reggae, Semba, Dance Hall e Zouk.
“A gente está trazendo tudo que influenciou nosso rap, nas batidas, nas bases. Se os Estados Unidos tiveram James Brown e a África teve Fela Kuti, nós aqui temos os blocos afros. Então nesta noite a gente mostra nosso som e toda essa influência”, disse Lázaro Erê, vocalista e letrista do Opanijé, que significa Organização Popular Africana Negros Invertendo o Jogo Excludente. O grupo surgiu em Salvador, em 2005, juntando Rap, Consciência Negra e os Samplers, com letras que exaltam a cultura negra e a ancestralidade africana. Rone DumDum (voz e letras) e Dj Chiba D (toca-discos) também integram a banda.
A segunda atração da noite no Largo Tereza Batista foi o rapper Afro Jhow, que completa este ano sete carnavais se apresentando no Pelourinho. “Sou filho daqui, desenvolvo o trabalho o ano inteiro neste lugar e quando chega o carnaval a gente quer mostrar o que foi consolidado. Então, posso dizer que o show que apresentamos é algo imperial, uma busca pelo empoderamento”, explicou o músico que, ao longo da carreira, já se apresentou em diversos países, além de dividir o palco com nomes como Banda Olodum, Saulo, Ilê Ayê, Tony Garrido, Carlinhos Brown, Negra Li, Emicida, entre outros. O repertório, especialmente preparado para este Carnaval, fez homenagem aos clássicos da música afrobaiana, que foram interpretados com a identidade sonora do artista, misturando ritmos afro contemporâneos.
CARNAVAL DA CULTURA