15/02/2016

Foto: Jefferson Vieira
“É fundamental desenvolver planejamento adequado e estratégias de uso do parque imobiliário do Instituto, para que não ocorra ocupação aleatória”, diz o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Criado em 1967, o IPAC foi responsável pelas primeiras etapas de recuperação do CHS nas décadas de 1980 e 1990, herdando imóveis que foram desapropriados pelo governo estadual.
CURSOS e OFICINAS – “A nossa intenção é utilizar o imóvel para ações abertas ao público, ensaios, cursos e oficinas. Temos um projeto inédito com especialistas. O objetivo é formar pessoas, educando-as musicalmente”, afirma o instrumentista e compositor Letieres Leite, que é maestro da Orkestra. Para o produtor da Rumpilezz, Mauro Rodrigues, a localização do projeto também é fundamental. “O CHS tem representatividade cultural e histórica, além de fácil acesso para alunos”, diz.
No final de janeiro, Littieres e Mauro estiveram no IPAC acompanhados de Tâmara Moreira do Instituto Rumpilezz. Eles conheceram as possibilidades de ocupação e os imóveis. Do IPAC estiveram presentes, o diretor geral do IPAC, João Carlos, o diretor de Projetos, Felipe Musse, e o coordenador de Conservação, Fernando Caldeira. A intenção é que as atividades da Rumpilezz no imóvel do IPAC tenham contrapartidas sociais.
98% do CHS – O parque imobiliário do IPAC detém 226 imóveis. Desses, 181 são do Instituto, e o restante tem donos privados e institucionais. De 226, o IPAC administra a concessão de 403 unidades, cedidas pelo Estado para usos residenciais, comerciais e institucionais. Na área tombada do CHS cerca de 2% estão com o IPAC. O restante de 98% são propriedade de órgãos e secretarias da Prefeitura de Salvador, do governo estadual, de privados e de irmandades e ordens religiosas da Igreja Católica.
A Rumpilezz traz a percussão afro-baiana com influência do jazz, tendo instrumentos de percussão e sopro. Foi vencedora dos prêmios ‘Bravo!’ e da Música Brasileira. Mais informações no site da Orkestra.