Rodando o Choro inicia atividades em Serrinha nesta quinta-feira (17)

16/03/2016
Patuscada
Foto: Natalia Arjones

Nesta quinta-feira (17), tem início o Rodando o Choro, projeto inédito de divulgação, formação e valorização do choro como importante gênero musical instrumental da cultura brasileira. As cidades de Serrinha e Feira de Santana receberão as atividades do projeto, que promoverá intercâmbio com integrantes das filarmônicas desses municípios, realizando apresentações musicais gratuitas e atividades de formação. A proposta conta apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e da Fazenda (Sefaz), através do edital Agitação Cultural: Dinamização de Espaços Culturais.

Realizado pela Multi Planejamento Cultural e pelo Grupo Patuscada, o Rodando o Choro terá início com dois dias de atividades em Serrinha, nesta quinta e sexta-feira (17 e 18), em parceria com a Filarmônica 30 de Junho. No primeiro dia, acontecerá uma apresentação do Grupo Patuscada, às 17h30, excepcionalmente fora da sede da Filarmônica, na Praça Luís Nogueira, divulgando o projeto na cidade e convocando demais músicos a participarem das atividades formativas que acontecerão ao longo dos meses.

Já no dia seguinte, às 14h30, acontece a oficina de intercâmbio com os músicos da Filarmônica e demais interessados, oferecendo aos alunos uma aproximação da música a partir dos elementos básicos da tradição do choro. Logo após a oficina, às 17h30, será realizada uma roda de choro aberta também a outros músicos da cidade.

Cada cidade contemplada recebe a visita do projeto cinco vezes, sempre quintas e sextas-feiras, no mesmo formato que será realizado na semana de abertura, sempre na sede das filarmônicas. Os próximos encontros em Serrinha acontecerão nos dias 07,08, 28 e 29 de abril, 19 e 20 de maio, 9 e 10 de junho. O segundo destino do projeto é a cidade de Feira de Santana, onde o início das atividades será no dia 31 de março.

As cidades de Serrinha e Feira de Santana foram escolhidas por possuírem Bandas Filarmônicas centenárias, formato musical que historicamente vem contribuindo para a consolidação do choro no Brasil. “Após o surgimento dos conjuntos de choro por volta de 1870, uma outra forma de expressão do gênero surgiu na virada do século: as bandas civis e militares. Surgida desde o início do séc. XIX, a banda desempenhou um papel importantíssimo na formação dos músicos de choro. A maioria dos músicos de sopro do séc. XIX e XX tiveram sua formação musical inicial nessas bandas”, explica a pesquisadora e flautista do Grupo Patuscada, Elisa Goritzki.

Vem daí a iniciativa do projeto Rodando o Choro de envolver músicos de filarmônicas nas suas atividades, uma vez que a Banda Filarmônica tem o papel de núcleo formador de músicos, além de ser referência cultural nas cidades. Através desses intercâmbios com os artistas locais, o projeto espera levantar repertórios de choros desenvolvidos em Serrinha e Feira de Santana, gerar trocas entre artistas e fortalecer as sedes das Filarmônicas como espaços culturais importantes para a formação de jovens talentos e para a democratização do acesso aos bens culturais.

O Choro - Gênero musical que vem se desenvolvendo há mais de 150 anos no país, o choro se difundiu de tal forma no Brasil que se tornou um símbolo da nossa cultura musical, estando presente em todos os estados. Ao longo desse tempo, músicos chamados de “chorões” têm mantido viva a tradição do choro em todos os estados do Brasil, inclusive na Bahia, através da prática musical nas rodas de choro. A prática do choro no cenário musical da Bahia tem registro desde as primeiras décadas do século XX.

Grupo Patuscada - O Grupo Patuscada é formado por cinco músicos experientes: Elisa Goritzki (flauta), Dudu Reis (cavaquinho), Daniel Velloso (violão 7 cordas), Gel Barbosa (Sanfona) e Reinaldo Boaventura (pandeiro e percussão). Os artistas, que já atuam no cenário do choro há muitos anos, formaram o Patuscada, em 2014, em Salvador.

Cada um dos integrantes traz experiências tanto de âmbito nacional como internacional, o que permite uma troca grande de informações e ideias musicais. Este fator tem contribuído para a inspiração e surgimento de novos elementos nos arranjos e interpretações da banda.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Serviço:

Serrinha
Local: Filarmônica 30 de Junho – R. Mariano Ribeiro, 45 - Centro
[ Quintas-feiras ] Apresentação do Grupo Patuscada, 17h30
[ Sextas -feiras ] Oficina: 14h30/ Roda de Choro, 17h30
Datas: 17 e 18/3, 7 e 8/4, 28 e 29/4, 19 e 20/5, 9 e 10/6


Feira de Santana
Locais: Filarmônica Euterpe Feirense e Filarmônica 25 de Março
[ Quintas-feiras ]Apresentação do Grupo Patuscada, 17h30
[ Sextas -feiras ]Oficina: 14h30/ Roda de Choro, 17h30
Datas: 31 e 1º/4, 14 e 15/4, 12 e 13/5, 2 e 3/6, 17 e 18/6