21/03/2016
Edificação religiosa do início do século XVIII, um dos marcos da colonização portuguesa no Oeste da Bahia, a capela Senhora Santana, localizada na ilha fluvial de Miradouro, num canal do Rio São Francisco, município de Xique-Xique, é destaque no Programa Aprovado da TV Bahia.
A igreja é tombada como Bem Cultural da Bahia via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da secretaria estadual de Cultura (SecultBA). A reportagem explica a origem do local criado por bandeirantes que desbravavam o Médio São Francisco e as lendas que povoam a região envolvendo o antigo templo católico.
De acordo com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, essa obra é mais uma ação do sistema de parcerias que está sendo empreendido pelo instituto. “Em função da crise e contingenciamentos, e para não pararmos os trabalhos, desenvolvemos um sistema com participação de prefeituras municipais, paróquias de igrejas, entidades civis e comunidades locais, onde todos saem ganhando”, explica o gestor estadual. Com este mesmo formato o IPAC está fazendo obras nos municípios de Itacaré, Santo Amaro, Banzaê, Palmas de Montes Altos e Salvador.
Em Xique-Xique o IPAC fez convênio entre prefeitura, diocese e comunidade para restauro dos bens integrados da igreja. “Tratam-se de obras de arte que compõem a imóvel, como forro da capela-mor, altar-mor, púlpito e guarda-corpo do coro”, diz João Carlos. Ele explica que antes disso o IPAC fez a estabilização e consolidação estrutural das paredes e do telhado. Os trabalhos são feitos pela coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC. “Disponibilizamos técnicos e mestres em marcenaria e restauração”, relata João Carlos.
ATRAÇÃO – A frequência da capela extrapola os limites municipais e atrai fiéis de várias regiões. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, existem elementos em madeira policromada. “Essa capela possui um barroco particular. São elementos artísticos elaborados por pessoas da terra, tornando-se por isso atração única,” afirma a coordenadora da Cores/IPAC, Khatia Berbert.
Na capela-mor estão pinturas tipo escaiola – que imitam mármore ou pedras –, pequenos medalhões, jarros e guirlandas, anjos e figuras santificadas em medalhões. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilho hidráulico, no coro tabuado sobre barrotes e no adro e lateral da sacristia, lajotas e tijolos de barro cozido.
As linhas altas e abóbada facetada do forro policromado dessa capela são elementos típicos do século XVII e só encontrados em igrejas de Jandaíra e Queimadas. Mais informações são obtidas na Cores/IPAC, via telefone (71) 3116-6721 e endereço cores.ipac@ipac.ba.gov.br.
A ILHA – A ilha do Miradouro é primeira localização do arraial ‘Xique-Xique’ em meados do século XVI. Segundo a tradição local, tem seu nome originário da expressão popular ‘daqui miro o ouro nas serras’. Miradouro significa lugar elevado de onde se avista um horizonte largo, ou mirante. As terras da ilha são muito férteis, porém a cobertura vegetal encontra-se antropizada, restando pouco dos carnaubais que outrora a dominavam, tamarineiros, fícus benjamina. Observa-se a presença de árvores frutíferas exóticas, sobretudo mangueiras e coqueiros. Encontra-se dentro da APA – Dunas e Veredas do Baixo-Médio São Francisco. A ilha conta com aproximadamente 200 casas dispersas, constituindo-se uma área de ocupação rural, e uma população de menos de 1000 habitantes, segundo informações recentes de levantamento da COELBA e dados aproximativos do IBGE. A população local sobrevive da agricultura familiar, sendo a grande fornecedora de hortifrutigranjeiros para a sede do município, sobretudo, hortaliças, melancia, melão, mandioca e derivados, batata doce, cítricos e manga. A ilha não tem energia elétrica.
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A igreja é tombada como Bem Cultural da Bahia via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da secretaria estadual de Cultura (SecultBA). A reportagem explica a origem do local criado por bandeirantes que desbravavam o Médio São Francisco e as lendas que povoam a região envolvendo o antigo templo católico.
De acordo com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, essa obra é mais uma ação do sistema de parcerias que está sendo empreendido pelo instituto. “Em função da crise e contingenciamentos, e para não pararmos os trabalhos, desenvolvemos um sistema com participação de prefeituras municipais, paróquias de igrejas, entidades civis e comunidades locais, onde todos saem ganhando”, explica o gestor estadual. Com este mesmo formato o IPAC está fazendo obras nos municípios de Itacaré, Santo Amaro, Banzaê, Palmas de Montes Altos e Salvador.
Em Xique-Xique o IPAC fez convênio entre prefeitura, diocese e comunidade para restauro dos bens integrados da igreja. “Tratam-se de obras de arte que compõem a imóvel, como forro da capela-mor, altar-mor, púlpito e guarda-corpo do coro”, diz João Carlos. Ele explica que antes disso o IPAC fez a estabilização e consolidação estrutural das paredes e do telhado. Os trabalhos são feitos pela coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC. “Disponibilizamos técnicos e mestres em marcenaria e restauração”, relata João Carlos.
ATRAÇÃO – A frequência da capela extrapola os limites municipais e atrai fiéis de várias regiões. O imóvel tem fachada simples, robustos cunhais, porta central e duas janelas. No interior, existem elementos em madeira policromada. “Essa capela possui um barroco particular. São elementos artísticos elaborados por pessoas da terra, tornando-se por isso atração única,” afirma a coordenadora da Cores/IPAC, Khatia Berbert.
Na capela-mor estão pinturas tipo escaiola – que imitam mármore ou pedras –, pequenos medalhões, jarros e guirlandas, anjos e figuras santificadas em medalhões. Dois altares em alvenaria ocupam os ângulos na nave. O piso interno é de ladrilho hidráulico, no coro tabuado sobre barrotes e no adro e lateral da sacristia, lajotas e tijolos de barro cozido.
As linhas altas e abóbada facetada do forro policromado dessa capela são elementos típicos do século XVII e só encontrados em igrejas de Jandaíra e Queimadas. Mais informações são obtidas na Cores/IPAC, via telefone (71) 3116-6721 e endereço cores.ipac@ipac.ba.gov.br.
A ILHA – A ilha do Miradouro é primeira localização do arraial ‘Xique-Xique’ em meados do século XVI. Segundo a tradição local, tem seu nome originário da expressão popular ‘daqui miro o ouro nas serras’. Miradouro significa lugar elevado de onde se avista um horizonte largo, ou mirante. As terras da ilha são muito férteis, porém a cobertura vegetal encontra-se antropizada, restando pouco dos carnaubais que outrora a dominavam, tamarineiros, fícus benjamina. Observa-se a presença de árvores frutíferas exóticas, sobretudo mangueiras e coqueiros. Encontra-se dentro da APA – Dunas e Veredas do Baixo-Médio São Francisco. A ilha conta com aproximadamente 200 casas dispersas, constituindo-se uma área de ocupação rural, e uma população de menos de 1000 habitantes, segundo informações recentes de levantamento da COELBA e dados aproximativos do IBGE. A população local sobrevive da agricultura familiar, sendo a grande fornecedora de hortifrutigranjeiros para a sede do município, sobretudo, hortaliças, melancia, melão, mandioca e derivados, batata doce, cítricos e manga. A ilha não tem energia elétrica.