A Ilhéus de Jorge Amado se rende à literatura

02/05/2016
FLIOS
Fotos: Rosilda Cruz

Um momento histórico para Ilhéus. A cidade que inspirou a obra de Jorge Amado foi a capital da literatura por quatro dias. A primeira edição do Festival Literário de Ilhéus (FLIOS) ocupou, de 28 a 30 de abril, as salas e o plenário da Academia de Letras. Na programação, oficinas, mesas de bate papo, palestras, feirinha de livros, além do sarau musical na praça Castro Alves.

No sábado (30), o Secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal, participou da mesa Estantes Musicais ao lado dos músicos Helton Moura e Elieton Isidoro. Os três responderam a perguntas do mediador Fabrïcio Brandão e também falaram sobre suas experiências como compositores, influências, dificuldades na hora de se expressar. Para surpresa da plateia, o trio decidiu intercalar canções a cada fala. Músicas de própria autoria e de outros compositores. O Secretário de Cultura fez questão de interpretar Dorival Caymmi que faria 102 anos. "Ele é o orixá da Bahia", reafirmou Jorge Portugal, que escreveu um artigo sobre o tema para o jornal A Tarde.

No mesmo dia, o diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, e o ex-secretário de Cultura, Marcio Meirelles, também falaram sobre os desafios do setor no atual momento em que vive o país. Zulu discorreu sobre Políticas Públicas para o Livro e a Leitura, e Meirelles mergulhou no mundo de Teatro e Literatura.

Na avaliação do organizador do FLIOS, André Rosa, o pontapé inicial foi dado e as expectativas, superadas. Agora é trabalhar para que a segunda edição do festival venha com força total e entre para o calendário estadual da literatura.

FLIOS

NOSSA SENHORA DA PIEDADE:
Ainda na agenda do Secretário de Cultura, uma visita ao Museu e ao Instituto Nossa Senhora da Piedade, que comemoram seu centenário em setembro desse ano. Jorge Portugal foi ver de perto as 18 peças de gesso que representam a Via Sacra e foram restauradas com recursos do Fundo de Cultura - SecultBA. Emocionada, a diretora do Museu, Anarleide Menezes, disse que a cidade só tem o que comemorar: “Foi uma luta, mas encarei o trabalho como uma missão; a de fazer essa restauração porque precisava devolver a dignidade a essas peças".