31/05/2016

Foto: Divulgação
Saulo, Juliana Ribeiro, Tonho Matéria, Márcia Short e Jota Veloso integram o time de participações especiais do CD comemorativo do Oratório de Santo Antônio, projeto que completa 23 anos sob a batuta do maestro Keiler Rego. O disco é lançado nesta quarta-feira, dia 1º, às 18h, no Palacete das Artes – gerido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia –, na Graça, abrindo a programação da trezena em louvor ao santo casamenteiro, que, até o dia 13, contemplará 14 espaços da cidade com o seu repertório de cantos tradicionais.O CD será vendido em todos os dias da Trezena ao preço de R$ 30. Já as apresentações terão entrada gratuita. A base das apresentações do Oratório de Santo Antônio é o grupo coral formado por 60 vozes e conduzido pelo maestro Keiler Rego em ensaios que vêm acontecendo desde o início do mês de maio em Salvador.
O repertório do grupo se baseia em cantos da Trezena de Santo Antonio, normalmente entoados em igrejas e comemorações domésticas, quando se reúnem os amigos e a família. “É uma celebração da nossa história e dos nossos antepassados, permeado por um clima de fraternidade e comunhão entre pessoas da comunidade”, define Keiler Rego.
O maestro diz que o objetivo do Oratório é ajudar a preservar esta que é uma das mais tradicionais festas do Catolicismo no mundo e que tem grande expressividade na cena cultural baiana. Mérito desse santo carismático de origem portuguesa, nascido em Lisboa no ano de 1.195, que é sempre lembrado por seus milagres e cultuado popularmente pelas mulheres por seu propagado poder de “casamenteiro”.
Participações especiais – Para montar o repertório do Oratório de Santo Antonio, o maestro Keiler Rego fez uma pesquisa em torno das canções mais tradicionais e populares dedicadas ao santo, sendo algumas de domínio público, como “Glorioso”, “Divina Luz”, “Ladainha” e “Salve, Oh Antônio”. Há ainda duas músicas de autoria do próprio maestro (“Oração do Fiel” e “Milagroso é”, esta última em parceria com Zezão Castro) e outra de Jota Veloso (“Que Seria de Mim”).
O roteiro de apresentações do Oratório de Santo Antonio terá início no Palacete das Artes, no dia 1º de junho, às 18 horas, e seguirá pelos seguintes locais:
Dia 02/06, 19h – Igreja da Vitória (Vitória)
Dia 03/06, 19h – Igreja do Bonfim (Cidade Baixa)
Dia 04/06, 18h – Igreja Nossa Senhora da Luz (Pituba)
Dia 05/06, 19h – Igreja de Santo Antonio de Portão (Portão)
Dia 06/06, 18h – Fundação João Fernandes da Cunha (Campo Grande)
Dia 07/06, 20h – Paróquia Nossa Senhora Conceição Aparecida (Imbui)
Dia 08/06, 19h – Igreja Santo Antonio Além do Carmo (Carmo)
Dia 09/06, 19h – Igreja Santo Antonio da Barra (Barra)
Dia 10/06, 19h – Paróquia de Santana (Rio Vermelho)
Dia 11/06, 19h – Museu Carlos Costa Pinto (Vitória)
Dia 12/06, 20h – Igreja da Lapinha (Lapinha)
Dia 13/06, 15h – Igreja de São Francisco (Pelourinho)
Dia 13/06, 18h30 horas – Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Centro Histórico)
Santo Antônio – Nascido em Lisboa, Portugal, no ano de 1.195, Fernando de Bulhões veio se nomear Antônio ao tornar-se membro da Ordem de Santo Agostinho e ser ordenado sacerdote, o que aconteceu aos 25 anos de idade. Em 1.220, entrou para a ordem dos franciscanos e partiu para o Marrocos. Contudo, mal chegou ao país, ficou doente e teve que retornar à Europa.
Alguns anos mais tarde, viajou para a Itália a fim de conhecer Francisco de Assis. Depois do encontro, foi designado para lecionar Teologia aos frades de Bolonha e, com apenas 26 anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte italiano. Aceitou o cargo, mas nele não permaneceu, pois sua vontade era pregar pelas vilas e cidades, atendendo aos necessitados. Assim percorreu várias regiões da Itália e do sul da França.
Antônio morreu em 13 de junho de 1.231, nos arredores de Pádua, na Itália, com apenas 36 anos de idade. Foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação e canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX.
Padroeiro de Pádua, Santo Antônio é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Mas na vida real era um homem forte e destemido, implacável contra os opressores dos fracos e contra o clero que não vivia de acordo com as regras canônicas da época. Destacou-se, além disso, como grande erudito em assuntos bíblicos, o que fez com que a Igreja Católica o incluísse entre seus doutores. Na arte, ele é representado como um jovem cândido, com o hábito franciscano, segurando um lírio e carregando o menino Jesus (um dos milagres que teriam ocorrido com Antônio).