19/07/2016
Foto: Angeluci Figueiredo/GOVBA
Em todo o mundo, palácios, palacetes, prédios e jardins antigos sãos locais privilegiados para a apropriação da sociedade e realização de eventos e cerimônias. No Brasil, a Sala São Paulo, por exemplo, antiga Estação Júlio Prestes (1872), pertence à Secretaria de Estado da Cultura, é alugada para diversos tipos de eventos. Em Salvador, são poucos os imóveis públicos de importância arquitetônico-histórica com infraestrutura para cerimoniais.
“O Palácio da Aclamação deve ser retomado como equipamento importante do Centro Antigo. Usar prédios públicos para cerimônias é comum na Europa, Ásia e Estados Unidos, e Salvador pode ganhar com isso”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), João Carlos de Oliveira. O órgão da Secretaria de Cultura (Secult) administra o prédio, sem reformas há 26 anos, além do Palacete das Artes (Graça), solares Ferrão (Pelourinho) e Unhão (Contorno), museus de Arte (Corredor da Vitória) e Wanderley (Candeias), dentre outros imóveis.
Eventos
“Os espaços do Ipac são utilizados com extremo cuidado e rigor. Dispomos de contrato de autorização de uso com cláusulas obrigatórias e exigimos contrapartidas que beneficiem os prédios e o Estado”, diz a diretora de Museus (Dimus) do Ipac, Ana Liberato.
Mesmo sem recursos, o Ipac busca meios para reabrir o Palácio da Aclamação.O objetivo é sensibilizar a sociedade e o empresariado da importância do equipamento. Neste ano, foram escolhidos eventos para testar uso, carga de público e logística. Aconteceram o 1º Fórum de Mediação da Associação dos Procuradores do Estado (Apeb) e a posse do Secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, na Academia de Medicina.
Também foram lançadas campanhas, como a de prevenção à Aids, do Ministério da Saúde, e #MusEuCurto, da Secult e Secretaria de Comunicação do Estado (Secom). No próximo dia 28, o jornal Correio faz evento comemorativo com diversas contrapartidas para o Estado. O projeto ‘Por um mundo de paz’, da Organização Brahma Kumaris, a exposição a ‘Árvore da Vida’ e a peça teatral 'A Prole dos Saturnos' estiveram na pauta. Lançamentos de livros, música de câmara, atividades socioeducativas, feiras e exposições já foram sediadas no Aclamação.
Restauro
Moradia de governadores (1917 a 1967) e tombado como Patrimônio (2010), o Palácio da Aclamação foi reaberto (1990) como Casa de Cerimonial. Mas, nos últimos dez anos, a edificação necessita de reformas prediais e artísticas urgentes. “Conseguimos inscrever e aprovar o Projeto de Restauro do Aclamação no Programa Nacional de Apoio à Cultura, para captação de recursos via Lei Rouanet”, ressalta Oliveira. A ideia é que, durante as obras, o Ipac crie uma Escola de Restauração para formar técnicos especializados.
O palácio tem dois pavimentos. No térreo, saguão neoclássico com piso de mármore com oito metros de pé direito, salão de banquetes e salão nobre com parquet de ipê e pau d'arco. No andar superior, dormitórios, sala de almoço, capela e copa.
“O Palácio da Aclamação deve ser retomado como equipamento importante do Centro Antigo. Usar prédios públicos para cerimônias é comum na Europa, Ásia e Estados Unidos, e Salvador pode ganhar com isso”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), João Carlos de Oliveira. O órgão da Secretaria de Cultura (Secult) administra o prédio, sem reformas há 26 anos, além do Palacete das Artes (Graça), solares Ferrão (Pelourinho) e Unhão (Contorno), museus de Arte (Corredor da Vitória) e Wanderley (Candeias), dentre outros imóveis.
Eventos
“Os espaços do Ipac são utilizados com extremo cuidado e rigor. Dispomos de contrato de autorização de uso com cláusulas obrigatórias e exigimos contrapartidas que beneficiem os prédios e o Estado”, diz a diretora de Museus (Dimus) do Ipac, Ana Liberato.
Mesmo sem recursos, o Ipac busca meios para reabrir o Palácio da Aclamação.O objetivo é sensibilizar a sociedade e o empresariado da importância do equipamento. Neste ano, foram escolhidos eventos para testar uso, carga de público e logística. Aconteceram o 1º Fórum de Mediação da Associação dos Procuradores do Estado (Apeb) e a posse do Secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, na Academia de Medicina.
Também foram lançadas campanhas, como a de prevenção à Aids, do Ministério da Saúde, e #MusEuCurto, da Secult e Secretaria de Comunicação do Estado (Secom). No próximo dia 28, o jornal Correio faz evento comemorativo com diversas contrapartidas para o Estado. O projeto ‘Por um mundo de paz’, da Organização Brahma Kumaris, a exposição a ‘Árvore da Vida’ e a peça teatral 'A Prole dos Saturnos' estiveram na pauta. Lançamentos de livros, música de câmara, atividades socioeducativas, feiras e exposições já foram sediadas no Aclamação.
Restauro
Moradia de governadores (1917 a 1967) e tombado como Patrimônio (2010), o Palácio da Aclamação foi reaberto (1990) como Casa de Cerimonial. Mas, nos últimos dez anos, a edificação necessita de reformas prediais e artísticas urgentes. “Conseguimos inscrever e aprovar o Projeto de Restauro do Aclamação no Programa Nacional de Apoio à Cultura, para captação de recursos via Lei Rouanet”, ressalta Oliveira. A ideia é que, durante as obras, o Ipac crie uma Escola de Restauração para formar técnicos especializados.
O palácio tem dois pavimentos. No térreo, saguão neoclássico com piso de mármore com oito metros de pé direito, salão de banquetes e salão nobre com parquet de ipê e pau d'arco. No andar superior, dormitórios, sala de almoço, capela e copa.