Artista presenteia a SecultBA com escultura de Yemanjá

26/08/2016
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Luis Felipe, Jorge Portugal e Gilson Nascimento (Foto: Rosilda Cruz)

O secretário de Cultura, Jorge Portugal, recebeu nesta sexta-feira (26) uma escultura do artista plástico, poeta e compositor Gilson Nascimento. A obra em madeira é da deusa Yemanjá, que foi doada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). A arte é bem característica das obras de Gil, pois pertence ao universo temático da cultura afro, tudo de uma maneira meio abstrata. O convite surgiu da coordenadora do Forte do Barbalho, Megg Chaves, que se encantou com as obras do artista que estiveram expostas no Forte de Santo Antônio Além do Carmo - Forte da Capoeira.

“Que coisa linda!”. Foi a frase que Jorge Portugal disse ao ver a escultura. Sobre a doação de Gilson Nascimento à secretaria Portugal em poucas palavras resumiu, “é a expressão da generosidade desse grande artista. Essa escultura é mais que um presente, é uma proteção”, finalizou.

O artista se diz contente, pois suas obras são todas feitas com muita dedicação. “Eu faço obras por encomenda, mas não me considero um sujeito materialista. O mais importante é a dedicação e amor, e isso eu sempre faço”. A escultura foi feita em homenagem ao dia de Yemanjá e reforça o movimento de afirmação da identidade negra.

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Foto: Rosilda Cruz

Gilson começou sua relação com a escultura na Escola Parque, em 1968. “A gente não escolhe a arte, a arte escolhe a gente, e a escultura me escolheu, e eu continuei”. Participu de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Nova Iorque, em 86, sua primeira viagem, e Espanha. Uma obra que considera importante é a escultura Naja que foi vendida para o cantor Carlinhos Brown. Como musico fez parte do disco Senhor do Fogo Azul de Mama Kalunga e pretende lança disco próprio em breve.

Candomblecista do bairro de Pau Miúdo, onde mora até hoje, caçula de 12 irmãos, Gilson se diz um servo da arte. “Todo artista é servo, pois somos obrigados a dar o que a obra quer. Eu mesmo nunca repito uma obra, nunca é igual”. Em novembro, mês da Consciência Negra, Gilson volta terá uma exposição no Salão Nobre do Palácio do Rio Branco.