12/09/2016

Quem: Sandra Muñoz
Idade: 42 anos
Atuação: Ativista e coordenadora da Marcha das Vadias
“Combater a violência contra as mulheres para mim é coisa pessoal”. O pensamento mostra exatamente quem é Sandra Muñoz. Ativista e coordenadora da Rede de Atenção a Violência contra as Mulheres, a pedagoga também está à frente da luta pelos direitos da comunidade LGBT e ainda comanda a Marcha das Vadias, no Brasil, e a Marcha las Putas, em outros países da América Latina. Sua corrida pelos direitos da comunidade LGBT teve inicio quando jogava futebol e sofria preconceito, ao ser chamada de “entendida”, forma pejorativa ao se referir a uma lésbica. “Eu não era nada disso, só queria jogar minha bola e pronto. E para mim que era heterossexual, jogar bola naquele mundo era tenso”, reforça. Sandra nasceu em Belo Horizonte (MG), mas mora em Salvador há 12 anos. Escolheu a capital baiana devido a uma depressão, quando perdeu um filho. Foi neste turbilhão de sentimentos, que conheceu Ramiro Pedro Cora, seu companheiro e cúmplice em todas as empreitadas. A trajetória desta guerreira pelo respeito aos direitos das mulheres está relacionada a um período difícil da vida, quando era criança e presenciava a mãe sofrer agressões do pai. “Eu tinha 13 anos e ouvi uma palestra na escola sobre o tema, cheguei em casa e disse para minha mãe que ela não apanharia nunca mais e ela respondeu: ‘comigo já não tem mais jeito, lute por outras mulheres’. Então, nunca mais parei”, relata.