Conselho de Cultura se reúne em sessão mediada por videoconferência

21/11/2016
O Conselho Estadual de Cultura se reúne nesta terça-feira (22), em sua primeira Sessão Plenária em formato de videoconferência. O encontro permitirá que os integrantes do órgão, em especial os residentes das cidades do interior, participem do encontro sem sair dos seus territórios de identidade. Na pauta do debate, dentre outros assuntos, está a análise de pareceres emitidos pela Câmara de Patrimônio, Artístico, Arqueológico e Natural.

A Sessão Plenária será mediada pelos gestores do órgão, o presidente Márcio Ângelo Ribeiro e o vice-presidente Emílio Tapioca. Eles estarão ao lado de outros conselheiros no ponto emissor da transmissão, a sala principal do Instituto Anísio Teixeira (IAT), na Paralela, em Salvador. "Será nossa primeira experiência de reunião nesse formato. Com essa ação, esperamos agilizar as nossas decisões e reduzir custos", comentou o presidente Márcio Ângelo Ribeiro.

A reunião poderá ser acompanhada nos auditórios de videoconferência do IAT espalhados pelos 27 territórios de identidade cultural da Bahia. "É importante dialogarmos com formas alternativas de trabalho. Por meio da videoconferência podemos deliberar a respeito de assuntos pertinentes à política cultural", finalizou o vice-presidente Emílio Tapioca. A relação completa com os endereços dos auditórios de videoconferência está disponível no site http://educadores.educacao.ba.gov.br.

DEBATES

Um dos pontos de debate da Sessão Plenária é a apresentação de três pareceres da Câmara de Patrimônio, principal instrumento de trabalho do Conselho Estadual de Cultura. O primeiro deles recomenda o registro especial da Festa de Nossa Senhora D’Ajuda, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. O segundo defende o tombamento do terreiro Mokambo - Onzó Nguzo za Nkizi Dandalunda Ye Tempo, localizado no bairro do Trobogy, em Salvador, e o terceiro solicita o tombamento definitivo do Edifício Sulacap, na Avenida Sete de Setembro, em Salvador.

Após os documentos serem deliberado na Sessão Plenária, serão encaminhados à Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), a fim de que os processos sejam remetidos ao governador do Estado para tomada das medidas finais.

SOCIEDADE CIVIL

O Conselho Estadual de Cultura da Bahia foi o primeiro, no Brasil, a ser implantado com um modelo de gestão voltado à inserção da sociedade civil em sua estrutura. Dois terços de seus membros foram eleitos para representar os territórios de identidade cultural e os segmentos culturais. O outro um terço é indicado com integrantes do poder público que atuam em órgãos estratégicos ao acompanhamento e formulação de políticas culturais.