IPAC lança catálogo on-line sobre Rio de Contas

03/11/2016
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Foto: Ascom/IPAC

Agora, pesquisadores e interessados na história da cidade Rio de Contas, na Chapada Diamantina (BA), contam com um catálogo de documentos dos séculos XVIII ao XX sobre essa região. O acervo do Arquivo Público de Rio de Contas cobre desde a descoberta do ouro, por volta de 1720, quando o Brasil ainda era colônia portuguesa, passando pelo primeiro e segundo Impérios e, depois, a República.

Fruto do projeto “Preservando a Memória Documental da Chapada Diamantina” que foi vencedor de edital da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia. O projeto se deteve sobre o Catálogo Seletivo de Fontes desse arquivo, realizando organização e digitalização dos documentos. A publicação pode ser acessada no site do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), no link http://goo.gl/Srvdo2, que fez o acompanhamento do projeto.

HISTÓRIA – A cidade de Rio de Contas é tombada como Bem Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1980. Suas praças e ruas ainda apresentam traçado antigo, com monumentos públicos e religiosos em pedra, casario em adobe (casas feitas com barro/terra) e igrejas barrocas. A área tombada reúne construções centenárias. Dentre 287 edificações, estão à Casa de Câmara e Cadeia (atual fórum), as igrejas Matrizes dos Santíssimos Sacramentos e de Senhora Santana, todas tombadas individualmente pelo IPHAN desde 1958.

As ações com o Arquivo da cidade surgiram da preocupação de órgãos federais, estaduais e municipais de descobrir e preservar a riqueza histórica do município, como fruto de ação interinstitucional para o desenvolvimento da região. “O arquivo público de Rio das Contas tem em seu acervo registros desde 1724 até o século XX, onde encontramos documentos sobre a rota de escravos, procurações e capitanias”, informa a colaboradora do projeto Preservando a Memória, Sayonara Pinto. Já a professora de História da Universidade do Estado da Bahia, Kátia Novais, destaca vantagens do catálogo. “Ao digitalizar esses documentos, reduzimos o manuseio dos manuscritos originais, possibilitando a preservação e a acessibilidade da informação para maior número de usuários”, diz.