Cultura em Movimento - Perfil: Professora Helô

19/12/2016
Helo

Quem:
Heloísa Helena Costa
Idade: 65 anos
Profissão: Museóloga

Museóloga e historiadora, Professora Helô, como é carinhosamente chamada pelos seus alunos desde pequena tomou gosto por museus e história. Quando pequena seus pais a levava muito para museus e incentivada por eles acabou gostando muito dessas áreas. “Vi desde criança muitas exposições, esculturas etc. Então meu gosto por museus e por arte vem da infância”, conta relembrando. Quando jovem formou-se no primeiro curso de Museologia do Brasil. Também cursou História na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. “Eu era conhecida como a moça que estudava de manhã, à tarde e à noite”, conta aos risos. Casou-se em 1974 com um mineiro e veio morar na Bahia, de lá pra cá são mais de 40 anos. Chegou aqui na Festa de Iemanjá, dia 02 de fevereiro. Trabalhou e ajudou a montar o Museu Geológico, quando era ligado a Superintendência de Minas e Energia. A partir daí, Helô começou a misturar as Ciências Naturais com as Ciência Humanas. Após alguns anos, prestou concurso para professora da UFBA, como tinha muita prática por conta do trabalho e já havia finalizado o mestrado em Ciências Sociais, acabou vencendo os outros candidatos. “Nesses anos, tive oportunidade de trabalhar nas três áreas: ensino, pesquisa e extensão. E na extensão acabei dialogando com alunos e instituições museais da cidade levando turmas de alunos para visitar”. Um dos trabalhos que Helô mais tem orgulho de ter realizado é o que desenvolveu com jovens em municípios com menos de cem mil habitantes. Foi o projeto Expedições Patrimoniais. O objetivo era mostra pros jovens o que é o patrimônio cultural e como eles podem trabalhar com patrimônio em seus municípios, sem precisar migrar para os grandes centros, pondo em prática um sistema próprio de emprego, criando trilhas para visitação e assim estabelecendo uma relação íntima com os patrimônios locais. “Isso leva a um aumento da autoestima desses jovens em relação a seu município. Recebemos por esse trabalho Menção Honrosa do MinC, pelo trabalho desenvolvido”. Alguns municípios que foram visitados: Rafael Jambeiro, Muritiba, São Francisco do Conde, Maragojipe, Nilo Peçanha, Ituberá e Camamú. “O melhor é ver o resultado desses jovens. Um deles está estudando Direito para se especializar em direito patrimonial por conta do projeto Expedições Patrimoniais, fico muito honrada de fazer parte da mudança de vida desses jovens”, conta. Ela ressalta que todo trabalho com patrimônio que realiza hoje vem junto com Neurolinguística, na verdade, para ela os estudos têm reforçado que tudo que se faz nessa área é em benefício do ser humano. “Não só pelo sentimento afetivo, mas também pelo científico, pois estamos tratando de memória, a memória do ser social a memória da sociedade”. Ela ressalta a necessidade de todos saberem a importância da preservação de um patrimônio, da importância de saber por que se guardar e preservar o patrimônio.

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