28/02/2017

Destaque para Didá, Mundo Negro, Filhas de Gandhy e Filhos de Gandhy. Foto: André Frutuoso/ SecultBA
O penúltimo dia do Carnaval Ouro Negro teve a passagem dos blocos Celebração na Palma da Mão, Didá e Saudade. Com muita alegria, as três entidades animaram o circuito Osmar (Campo Grande), nesta segunda-feira (27), quinto dia do Carnaval Ouro Negro. O primeiro a pisar na passarela foi o Bloco Celebração na Palma da Mão que fez homenagem aos 100 anos do samba, com seus 500 associados dançando ao som do samba acústico. Sem cordas e sem trio, o bloco seguiu e encerrou o desfile no Centro Histórico. Idealizado pelo radialista carioca João Sá, o bloco visa à valorização do samba no Carnaval de Salvador, onde já desfila há seis anos.

Na trilha da alegria, o Bloco da Saudade não poderia faltar. O exemplo de toda a animação estava nos seus 1.500 associados, a maioria pessoas idosas na faixa etária entre 60 e 90 anos. Ao som de marchinhas e hits de antigos carnavais, o Bloco da Saudade encerrou sua participação no Carnaval, nesta segunda feira, seu segundo dia de desfile. Esse foi o 31º carnaval do Bloco da Saudade.
CIRCUITO DODÔ
A Barra foi invadida pelos cinco mil associados do Afoxé Filhos de Gandhy. O tema deste ano – “Diáspora Africana: A travessia não me abateu, Tornou-me forte!” – é uma forma de ressaltar as conquistas do povo negro. O cantor Gilberto Gil, homenageado da agremiação este ano, não participou do desfile, mas, outras celebridades marcaram presença a exemplo do ator baiano Lázaro Ramos que sai há quatro anos no afoxé. Este é 68º ano que o Filhos de Gandhy desfila no carnaval de Salvador.

E a importância do movimento feminista foi enfatizada mais vez no Carnaval Ouro Negro. Com o tema “Mulheres empoderadas desfilando na avenida” o Afoxé Filhas de Gandhy abrilhantou o Circuito Dodô, nesta segunda-feira. A entidade com 37 anos de tradição no Carnaval de Salvador reforçou a mensagem de luta pelo empoderamento feminino na folia. Ao todo, foram 800 associadas puxadas pelas alas das baianas e capoeiristas, embaladas por um cortejo de percussionistas – todas mulheres. A produtora cultural da entidade, Franciene Simplício, explica que o afoxé também faz uso do Carnaval para protestar contra a violência à mulher na folia.
De volta ao Campo Grande, não foi difícil notar que animação definia o clima dos cerca de dois mil associados que desfilaram no Bloco Bola Cheia, ao som da banda Tribo Axé Mix, a entidade completa 15 anos de carnaval.
O Bloco Afro Mundo Negro faz homenagem a Gana, país do oeste africano. A dança, a indumentária e a música, certamente, são os principais símbolos que representam a grandeza dos blocos afro no Carnaval da Bahia. Não poderia ser diferente com o Mundo Negro que desfilou nesta segunda, no Circuito Osmar (Campo Grande) com quatro alas formadas por 400 integrantes no total, e trouxe como tema “Gana, o Rei do Ouro”. A entidade saiu com apoio do Carnaval Ouro Negro.
Apesar das dificuldades, o presidente da agremiação Roberto dos Santos ressalta a importância de se manter firme e forte com o propósito social e cultural desde sua fundação, em 1990. A maioria dos integrantes do bloco é formada por jovens com idade entre 19 a 30 anos, fruto do trabalho social realizado pela agremiação durante todo o ano no bairro do Beiru, de onde fica a sede do Mundo Negro.
Segunda-feira de Carnaval também é dia de samba no Circuito Osmar (Campo Grande). O bloco Four Days desfilou pela nona vez levando muita alegria para os foliões. Animada pelo suingue da banda Ganguiê, a saiu com cerca de 700 associados nesta penúltima noite de festa. A frase “alegria é a melhor coisa que existe” estampa o abadá do Four Days. E esse sentimento não faltava entre os foliões. Para o presidente do bloco, Arnaldo Cardoso dos Santos, a presença do samba no Carnaval da Bahia é imprescindível e deve ter em todos os dias da folia.
CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.