23/03/2017

Foto: Diney Araújo
Começa neste sábado (25) e segue até 02 de abril o Festival Maré de Março, apresentando 29 espetáculos nas ruas e em espaços alternativos. Serão 10 bairros e 14 locais diferentes em Salvador, entre eles: Largo do Santo Antônio Além do Carmo, a Casa Preta, o Terreiro Bate Folha, além Largo Dois de Julho e Praça Ana Lúcia Magalhães, são alguns dos espaços que receberão o festival.
O festival comemora o mês do circo e do teatro e explora a relação das artes cênicas com a cidade. “Quando levamos o teatro para rua, há uma possibilidade de fruição de um público que não está acostumado a frequentar teatros. Não é uma linguagem tão acessível como a TV e a internet, que trazem uma oferta muito mais sedutora do que o trabalho artesanal do teatro”, afirma o coordenador do festival e diretor do grupo de teatro Vilavox, Gordo Neto.
Nesta edição, o festival dedica parte da sua programação ao público infantil e lança a PLATEIA - Plataforma de Teatro Para a Infância e Adolescência. Nos finais de semana, antes dos espetáculos, um grupo de recreadores se encarrega de entreter a criançada com muita brincadeira. A programação concentra-se em teatro e circo, mas inclui shows musicais que flertam com a linguagem teatral e circense.
Uma das selecionadas na categoria performance, A Sanfonástica Mulher Lona, de Lívia Matos. Nas apresentações ela veste um cenário-figurino que imita uma tenda de circo, e toca sua sanfona dentro da tenda. A Sanfonástica estreou ano passado, em Santo Amaro, e já foi mostrada em São Paulo, Campinas, Sorocaba, Salvador e Cabo Verde, na África.
Toda a programação do Festival Maré de Março será acompanhada por uma equipe de curadores de festivais nacionais e internacionais. A ideia é mostrar a diversidade da cena teatral soteropolitana, podendo até fazer com que os espetáculos circulem em outras mostras. Confira a programação.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.