Projeto Escolas Culturais envolve diretores de 56 escolas em encontro

07/04/2017
F
Foto: Suâmi Dias/Ascom Educação

Gestores de 56 unidades escolares que estão sendo transformadas em Escolas Culturais participaram de encontro, nesta quinta-feira (6), com equipes das secretarias estaduais da Educação e de Cultura (Secult), para conhecer os processos de funcionamento do projeto. Com a adesão inicial de 85 unidades, em 66 municípios da Bahia, as Escolas Culturais têm o objetivo de potencializar os projetos estruturantes artístico-culturais que as escolas desenvolvem, além de fomentar atividades voltadas para o perfil de cada unidade.

A ideia é estruturar os auditórios e outros espaços das unidades com equipamentos para projeção de audiovisual, palco para apresentações artísticas e internet banda larga para o desenvolvimento dos projetos, a exemplo de programas de rádio e fomento ao empreendedorismo, entre outros.

O encontro foi realizado no auditório da sede da Secretaria da Educação, em Salvador. O secretário da pasta, Walter Pinheiro, destacou que a concepção das Escolas Culturais partiu do governador Rui Costa, com o objetivo de ampliar a integração entre a comunidade e as escolas, dando ênfase às atividades culturais. “Nossas escolas já possuem uma prática consistente de incentivo à arte e à cultura, e agora teremos condições de ampliar mais ainda, nessas escolas, estas atividades com foco nos conteúdos pedagógicos, na produção de audiovisual dos estudantes integrada à grade curricular. Quem melhor para contar as histórias do que acontece em cada canto do nosso estado, através da linguagem audiovisual, do que os estudantes?”, indagou.

C
Foto: Suâmi Dias/Ascom Educação

Pinheiro também solicitou que os gestores escolares sejam estimuladores deste processo, para que cada escola possa decidir suas prioridades com o envolvimento dos estudantes, professores e da própria comunidade em que cada escola está inserida.

Para o secretário de Cultura, Jorge Portugal, o contato regular com a arte transforma o estudante em cidadão. “O poder da cultura e suas linguagens artísticas a partir da sala de aula é imensurável. Por isso, quando o estudante se aproxima da cultura diariamente, na sala de aula, ele não se torna apenas um aluno competente, mas um ser humano melhor, influenciando toda sua vida pessoal e profissional”, destacou.

Equipe compartilhada

A gestão das Escolas Culturais será realizada por meio de uma equipe compartilhada, com representantes das secretarias da Educação e Cultura, um grupo de trabalho das duas secretarias e representantes dos Núcleos Territoriais e dos Núcleos de Arte e Cultura (NAC), formado por um professor, dois líderes de classe e um representante Territorial de Cultura.

O educador e os dois alunos passarão por uma formação continuada com cursos promovidos em diversas áreas de cultura, ministradas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) e Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba).

A diretora Maria Helena de Assis, do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, em Bom Jesus da Lapa, localizado no Núcleo Territorial de Educação de Bom Jesus da Lapa (NTE 2), ressaltou a importância de participar da iniciativa. “Essa ação vem somar o que desenvolvemos na escola, mas agora nós teremos uma melhor estrutura e recurso para ampliar. Além disso, a cultura é o que faz brilhar a escola e possibilita a educação integral. É uma proposta maravilhosa e nos sentimos honrados em participar das Escolas Culturais”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação