16/05/2017
Foto: Lucas Rosário
Como a comunicação pode potencializar a atuação dos Pontos de Cultura da Bahia? Foi este o grande questionamento do segundo módulo do ano do Seminário Cultura Viva, uma frente de articulação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) que objetiva capacitar os agentes sociais participantes para uma potente execução da Política Nacional de Cultura Viva no estado. Na manhã desta terça-feira (16), com a pauta "Boas práticas de comunicação em rede", o evento foi realizado no auditório do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, com transmissão ao vivo em salas de em diversos municípios e na internet.
Na fala de abertura "Cidadania Cultural: Políticas públicas de valorização da diversidade", o superintendente Sandro Magalhães, da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), falou sobre conceito ampliado de cultura, baseado na definição da Unesco, e como as políticas públicas devem enxergar a diversidade do campo: "Nossa própria existência enquanto Secretaria e Superintendência se baseia na valorização da diversidade cultural da Bahia, fomentando os meios para que ela se mantenha viva e para que todos possam continuar produzindo suas expressões e acessando este universo".
Depois, Suely Melo, da Comissão Estadual de Pontos de Cultura, tratando de "Comunicação e fortalecimento institucional", destacou a importância da comunicação para o conhecimento, e vice-versa: só é possível comunicar bem e empoderar-se daquilo que se conhece. Em seguida, Sérgio Melo, do Ponto de Cultura Cidade do Saber, relatou a rotina e as práticas da bem sucedida experiência de seu projeto, que conseguiu definir estrategicamente quais os meios que poderiam ser utilizados e que tipo de tarefas e profissionais deveriam estar envolvidos para bons resultados de comuncação. Encerrando as falas, Flávio Gonçalves, diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), abordando "Conteúdos colaborativos: do Ponto à rede", incentivou os Pontos de Cultura a reconhecerem seu potencial de comunicação, investirem em práticas colaborativas e contarem com os meios públicos de difusão.
Ao final, um debate se abriu com a plateia presente e também com pessoas que acompanharam as apresentações de outras cidades e via internet.