IPAC assina termo de cooperação com convento de 100 anos em Ilhéus

08/11/2017
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Foto: Divulgação

O Convento da Piedade, fundado em 1916 em Ilhéus – cidade do litoral sul baiano – assinou hoje (8) pela manhã, um termo de cooperação com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). O Colégio de Nossa Senhora da Piedade de Ilhéus é tombado pelo Estado desde 2008, e a cooperação vai trazer assessoria ao bem patrimonializado, com vistorias e pareceres técnicos, assim como, atividades de educação patrimonial no local. O IPAC é vinculado à secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

O Convento já foi beneficiado com o Edital de Museus/IPAC em 2016, quando foram restauradas 18 obras de arte, dentre elas as imagens das santas Joana D’Arc, Ângela, Teresinha de Lisieux e de Nossa Senhora da Piedade. O edital do IPAC tem recursos do Fundo de Cultura. O acervo integra a edificação inspirada em estilo arquitetônico neogótico francês. A maior parte do acervo é composta de peças jesuíticas, vindas de São Paulo e Ribeirão Preto em meados do século XX. Fundada em 1916 e concluída em 1928, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, fica no Alto da Piedade, próxima a Baía do Pontal.

No ato de assinatura, o diretor do IPAC, João Carlos Oliveira, foi representado pelo assessor de Relações Institucionais do Instituto, André Reis. Foram convidados secretários municipais e estaduais, deputados estaduais e federais, além de instituições culturais da cidade. O Instituto Nossa Senhora da Piedade, que administra o Convento, possui museu, escola, igreja e laboratórios. Existe ainda uma poligonal de tombamento municipal que protege o entorno. A instituição é um símbolo religioso e educacional do município de Ilhéus e pertence a União Romana da Ordem de Santa Úrsula. A responsável pela criação do instituto foi a madre Maria Thaís do Sagrado Coração Paillart, uma ursulina francesa da Comunidade de Quimperlé (Bretanha, França).

Ainda no Edital de Museus/IPAC foram promovidas educação patrimonial e palestras no Convento, para contextualizar o acervo e socializá-lo. “Esse trabalho integrou o Programa Narrativas Patrimoniais do IPAC, no interior do estado, que propôs diálogo, qualificação e fomento para a área de patrimônio cultural (material e imaterial) e museus na Bahia”, lembra a coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho. Para ela, os editais possibilitam a contribuição concreta de profissionais e especialistas na política pública. O IPAC administra editais de arquitetura, urbanismo e restauro, e os de museologia.