20/11/2017

A partir desta segunda-feira (20), o Centro Histórico de Salvador, espaços do governo e Casa do Olodum recebem banners com artes gráficas voltadas para a temática da Revolta dos Búzios. Esta campanha educativa é uma parceria entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA), e o Olodum, que tem por objetivo salvaguardar a memória pela liberdade, independência e democracia.
“Queremos fazer uma campanha dos fatos históricos e dos personagens, heróis da Bahia com vista à educação cívica dos baianos sobre nossa história e origem”, conta o presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues. O mês escolhido foi o mesmo onde ocorreram as condenações dos envolvidos na revolta e faz parte das comemorações do ’Novembro Negro’.
Foto: Divulgação/IPAC
Desde 2016, o Olodum e o IPAC são parceiros na luta pela preservação dos documentos da Revolta. A assinatura da notificação do Tombamento dos documentos da Revolta dos Búzios, foi feita em 30 de agosto de 2016, uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Os documentos estão no Arquivo Público da Bahia e completam agora 272 anos. Criado em 1890, o Arquivo baiano é considerado um dos mais importantes da América Latina pelo seu acervo e é administrado pela Fundação Pedro Calmon (FPC).
Revolta dos Búzios - Conhecida também como Conjuração baiana ou Revolta dos Alfaiates (pois existiam esses profissionais entre os revoltosos), ocorreu entre agosto de 1798 e novembro de 1799 na Bahia. Segundo especialistas do tema, apesar de ter acontecido em Salvador, a revolta tem abrangência histórico-simbólica nacional e até internacional. O IPAC já fez tombamentos similares quando da notificação do prédio e de todo o acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).
Foto: Divulgação/IPAC
Foto: Divulgação/IPAC
Mais informações na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé da Fundação Pedro Calmon, no ‘Dossiê de Revoltas’: http://goo.gl/zRmtwU.