11/12/2017
Mesmo tendo sido considerado um dos negros mais valentes da história da Bahia, Nagé teve sua história pouco contada e quase não figurou nas pesquisas, homenagens e registros históricos dos grandes capoeiristas baianos. Essa lacuna começa a ser preenchida na próxima quinta-feira (14), 18h, quando será lançado no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, o livro "Nagé, o homem que lutou capoeira até morrer", um dos últimos livros escritos pelo pesquisador Frede Abreu, que morreu em 2013 e é considerado um dos grandes estudiosos da capoeira no mundo.
Muitos valentões que ajudaram a construir e moldar o legado da arte-luta dos negros no Brasil foram esquecidos, apagados da memória da capoeira por questões políticas e sociais. Nagé foi um deles. Apesar de eternizado pelas lentes do cineasta Alexandre Robatto e ressaltado também por intelectuais como o escritor Jorge Amado ("Nagé foi um assombro de valentia"), e pelo crítico de arte Wilson da Rocha ("Nagé foi um herói popular"), permanece invisível.
Nagé, de propósito ou sem querer, entrou no rol dos malditos da capoeira. Logo desta arte, que, pelo menos no passado, foi “celeiro de arruaceiros", escreveu Frede Abreu, acrescentando: "Não se pode apagar da memória da capoeira a presença dessa brava gente desordeira. Uma história de resistência dos oprimidos". O autor ainda nos alerta: “Pelo que sei, não há nenhuma pesquisa ou “missão cultural” em andamento, nem ações governamentais na área da cultura, em perspectiva, para identificar esses personagens importantíssimos para a capoeira.
Com a publicação desse novo livro, Frede Abreu - que dedicou grande parte da vida aos estudos e difusão das manifestações populares, divulgou antigos mestres e lutas similares à capoeira como a punga, o batuque, o tambor de crioula, a bassula e o mouringue - nos convida mais uma vez a conhecer e respeitar a memória de antepassados que muito contribuíram para eternizar o legado da capoeira. O livro é ilustrado com fotografias inéditas, pesquisas e pertinentes discussões sobre a capoeira de rua e os mestres de outrora.
Trajetória de Frede Abreu - Frede foi historiador e pesquisador não acadêmico sobre a capoeira, seus textos se destacaram pela lucidez analítica. Dedicou a vida aos estudos e difusão da capoeira e manifestações populares, divulgou mestres desconhecidos e lutas similares á capoeira como a Punga, o Batuque, o tambor de crioula, a Bassula e o Mouringue. Como coordenador do evento Ginga Mundo promoveu diversos intercâmbios dessas culturas. Foi autor e co-autor de mais de dez títulos do tema como: Barracão do Mestre Waldemar, Manuscritos do Mestre Pastinha- Improviso Poético e Como eu Penso?, Capoeira Séc. XIX, Macaco Beleza, Bimba é Bamba, Capoeira no Ringue, Batuque a luta braba, entre outros. Pela sua importância na pesquisa da capoeira, ele é citado na maioria das bibliografias, teses e dissertações sobre o tema. Frede deixou o maior acervo de capoeira que se tem conhecimento, com mais de 45 mil títulos sobre a temática, que ganhou dois prêmios Cultura Viva da Capoeira. Ele também formou e coordenou três Pontos de Cultura com a temática capoeira, foi membro fundador da Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha, Fundação Mestre Bimba, e conselheiro do Ministério da Cultura para a capoeira ser reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Na solenidade de lançamento será realizada mesa de debate com pesquisadores e mestres de capoeira, com a presença da Mestra Janja Araújo e dos historiadores Antônio Liberac e Pedro Abib, roda de capoeira com expoentes da capoeira de rua, comandada pelo o Mestre Lua Rasta, discípulo de Canjiquinha, e uma roda de samba rural com o grupo Angoleiros do Sertão, do Mestre Claudio Costa. O livro foi selecionado pelo edital setorial de culturas identitárias da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e cuidadosamente editado de maneira sensível pela Barabô Editora, sob a supervisão de Elza Abreu, filha e curadora do acervo deixado pelo pesquisador Frede Abreu.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Serviço:
Lançamento do Nagé o homem que lutou capoeira até morrer do historiador Frede Abreu.
Local: Forte do Santo Antônio (bairro Santo Antônio além do Carmo)
Data: Quinta (14)
Horário: 18h
Entrada gratuita
Valor do livro promocional somente no dia do evento: R$ 70,00
Programação:
18h – Lançamento com exposição fotográfica e debate com pesquisadores e mestres de capoeira;
19h – Roda de capoeira com o Mestre Lua Rasta;
20h – Roda de samba com os Angoleiros do Sertão e o Mestre Cláudio Costa.
Muitos valentões que ajudaram a construir e moldar o legado da arte-luta dos negros no Brasil foram esquecidos, apagados da memória da capoeira por questões políticas e sociais. Nagé foi um deles. Apesar de eternizado pelas lentes do cineasta Alexandre Robatto e ressaltado também por intelectuais como o escritor Jorge Amado ("Nagé foi um assombro de valentia"), e pelo crítico de arte Wilson da Rocha ("Nagé foi um herói popular"), permanece invisível.
Nagé, de propósito ou sem querer, entrou no rol dos malditos da capoeira. Logo desta arte, que, pelo menos no passado, foi “celeiro de arruaceiros", escreveu Frede Abreu, acrescentando: "Não se pode apagar da memória da capoeira a presença dessa brava gente desordeira. Uma história de resistência dos oprimidos". O autor ainda nos alerta: “Pelo que sei, não há nenhuma pesquisa ou “missão cultural” em andamento, nem ações governamentais na área da cultura, em perspectiva, para identificar esses personagens importantíssimos para a capoeira.
Com a publicação desse novo livro, Frede Abreu - que dedicou grande parte da vida aos estudos e difusão das manifestações populares, divulgou antigos mestres e lutas similares à capoeira como a punga, o batuque, o tambor de crioula, a bassula e o mouringue - nos convida mais uma vez a conhecer e respeitar a memória de antepassados que muito contribuíram para eternizar o legado da capoeira. O livro é ilustrado com fotografias inéditas, pesquisas e pertinentes discussões sobre a capoeira de rua e os mestres de outrora.
Trajetória de Frede Abreu - Frede foi historiador e pesquisador não acadêmico sobre a capoeira, seus textos se destacaram pela lucidez analítica. Dedicou a vida aos estudos e difusão da capoeira e manifestações populares, divulgou mestres desconhecidos e lutas similares á capoeira como a Punga, o Batuque, o tambor de crioula, a Bassula e o Mouringue. Como coordenador do evento Ginga Mundo promoveu diversos intercâmbios dessas culturas. Foi autor e co-autor de mais de dez títulos do tema como: Barracão do Mestre Waldemar, Manuscritos do Mestre Pastinha- Improviso Poético e Como eu Penso?, Capoeira Séc. XIX, Macaco Beleza, Bimba é Bamba, Capoeira no Ringue, Batuque a luta braba, entre outros. Pela sua importância na pesquisa da capoeira, ele é citado na maioria das bibliografias, teses e dissertações sobre o tema. Frede deixou o maior acervo de capoeira que se tem conhecimento, com mais de 45 mil títulos sobre a temática, que ganhou dois prêmios Cultura Viva da Capoeira. Ele também formou e coordenou três Pontos de Cultura com a temática capoeira, foi membro fundador da Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha, Fundação Mestre Bimba, e conselheiro do Ministério da Cultura para a capoeira ser reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Na solenidade de lançamento será realizada mesa de debate com pesquisadores e mestres de capoeira, com a presença da Mestra Janja Araújo e dos historiadores Antônio Liberac e Pedro Abib, roda de capoeira com expoentes da capoeira de rua, comandada pelo o Mestre Lua Rasta, discípulo de Canjiquinha, e uma roda de samba rural com o grupo Angoleiros do Sertão, do Mestre Claudio Costa. O livro foi selecionado pelo edital setorial de culturas identitárias da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e cuidadosamente editado de maneira sensível pela Barabô Editora, sob a supervisão de Elza Abreu, filha e curadora do acervo deixado pelo pesquisador Frede Abreu.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Serviço:
Lançamento do Nagé o homem que lutou capoeira até morrer do historiador Frede Abreu.
Local: Forte do Santo Antônio (bairro Santo Antônio além do Carmo)
Data: Quinta (14)
Horário: 18h
Entrada gratuita
Valor do livro promocional somente no dia do evento: R$ 70,00
Programação:
18h – Lançamento com exposição fotográfica e debate com pesquisadores e mestres de capoeira;
19h – Roda de capoeira com o Mestre Lua Rasta;
20h – Roda de samba com os Angoleiros do Sertão e o Mestre Cláudio Costa.