03/01/2018

Iniciado no dia de Santa Bárbara e Iansã, em 4 de dezembro, no Terreiro de Mãe Ninha, com segunda edição no dia 9, no Terreiro de Mãe Landa, o projeto Burokô - Leituras de Resistência nos Terreiros de Candomblé é composto por círculos de leitura que acontecem nos terreiros dos municípios de Jequié, Itagi, Ipiaú e Vitória da Conquista. Os círculos são baseados no romance de fatos reais Antônio Burokô, escrito pelo proponente do projeto Domingos Ailton de Carvalho.
Os encontros continuam até março de 2018, e seguirão com a discussão sobre o livro que aborda a resistência do povo de santo e de todo o processo de perseguição a religiosidade e a cultura afro-brasileira. No total, serão realizados 21 círculos de leitura, três em cada Terreiro.
“O interessante é que tanto em um terreiro quanto no outro, os filhos de santo e outras pessoas convidadas ficaram interessadas em ler o livro todo, não ficando restrito aos capítulos lidos nas rodas de leitura”, conta Domingos.
O autor premiado ainda ressaltou que o intuito das rodas de leitura é que os terreiros possam, a partir dos exemplares que receberão, organizar uma biblioteca para conversar e debater mais sobre a temática religiosa em outras ocasiões, refletindo a partir dos capítulos da obra literária.
O escritor, e também idealizador da Festa Literária do Sertão de Jequié – Felisquié, conta que a proposta é inédita na Bahia. Domingos defende a importância do debate sobre o tema e a ancestralidade religiosa. “Burokô acontece no momento que a religiosidade de origem africana vem enfrentando outras perseguições e manifestações do racismo contra os negros. Isso está acontecendo em pleno século 21”, explicou.
Antônio Burokô – Baseado em fatos reais, o romance faz um passeio pelo universo da religiosidade e da cultura popular baiana cujas cenas se passam em Cachoeira, Salvador e Jequié. O livro conta de maneira etnográfica as expressões da religiosidade e manifestações culturais da Bahia como o caruru para os santos Cosme e Damião, a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá.
O proponente destaca que o Calendário das Artes tem um perfil que permite o acesso aos bens culturais, sobretudo da população marginalizada, que dificilmente teria esse acesso cultural. “Ser selecionado me deixou muito feliz, e também trouxe felicidade ao povo de santo, sinto essa alegria e o interesse em participar nos olhos deles”, concluiu Domingos.
Os encontros continuam até março de 2018, e seguirão com a discussão sobre o livro que aborda a resistência do povo de santo e de todo o processo de perseguição a religiosidade e a cultura afro-brasileira. No total, serão realizados 21 círculos de leitura, três em cada Terreiro.
“O interessante é que tanto em um terreiro quanto no outro, os filhos de santo e outras pessoas convidadas ficaram interessadas em ler o livro todo, não ficando restrito aos capítulos lidos nas rodas de leitura”, conta Domingos.
O autor premiado ainda ressaltou que o intuito das rodas de leitura é que os terreiros possam, a partir dos exemplares que receberão, organizar uma biblioteca para conversar e debater mais sobre a temática religiosa em outras ocasiões, refletindo a partir dos capítulos da obra literária.
O escritor, e também idealizador da Festa Literária do Sertão de Jequié – Felisquié, conta que a proposta é inédita na Bahia. Domingos defende a importância do debate sobre o tema e a ancestralidade religiosa. “Burokô acontece no momento que a religiosidade de origem africana vem enfrentando outras perseguições e manifestações do racismo contra os negros. Isso está acontecendo em pleno século 21”, explicou.
Antônio Burokô – Baseado em fatos reais, o romance faz um passeio pelo universo da religiosidade e da cultura popular baiana cujas cenas se passam em Cachoeira, Salvador e Jequié. O livro conta de maneira etnográfica as expressões da religiosidade e manifestações culturais da Bahia como o caruru para os santos Cosme e Damião, a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá.
O proponente destaca que o Calendário das Artes tem um perfil que permite o acesso aos bens culturais, sobretudo da população marginalizada, que dificilmente teria esse acesso cultural. “Ser selecionado me deixou muito feliz, e também trouxe felicidade ao povo de santo, sinto essa alegria e o interesse em participar nos olhos deles”, concluiu Domingos.