Diversidade de sons e ritmos marcam desfiles de grupos nas ruas do Pelourinho

09/02/2018
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Escola de Samba Unidos de Itapuã/Foto: Alexandra Martins Costa

A força das mulheres do Maracatu Ventos de Ouro, o resgate da cultura das escolas de samba na Bahia com o grupo Unidos de Itapuã e a musicalidade do pífano com o músicos do Varal de Cordel deram início ao Carnaval de Rua no Pelourinho nesta sexta-feira (09).

Essa marca da diversidade que toma conta das ruas do Pelô foi uma das motivações apontadas pela paulista Márcia Irala, que há 20 anos retorna a Bahia para vivenciar a festa momesca. “Eu adoro o Carnaval de Salvador. Consumo um pouco de tudo e o Pelourinho tem essa alegria, as sonoridades, a diversidade de culturas, de ritmos, de público, e é isso que me traz de volta todos os anos”, diz.

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Maracatu Ventos de Ouro/Foto: Alexandra Martins Costa

Resistência – Em sintonia com o tema do Carnaval da Cultura 2018, o grupo Maracatu Ventos de Ouros, que se apresentou com 35 mulheres, também trouxe como proposta para a festa os 220 anos de Revolta dos Búzios. “Esse tema é bastante significativo para nós, que somos um grupo feminino e feminista. Celebramos a resistência negra e a valorização da cultura popular e afrobrasileira”, destaca Josy Garcia, coordenadora e maestrina do coletivo. O grupo existe há três anos.

“O Pelourinho é a oportunidade de estar em contato com outros grupos e iniciativas que não vemos nos outros espaços da cidade. Aqui a gente tem a oportunidade de reviver a nossa própria história pelo resgate de músicas antigas, pela tranquilidade”, diz a professora Joana Angélica. É neste aspecto do resgate e do rememorar que se insere a Escola de Samba Unidos de Itapuã. O grupo tem 10 anos de existência e há cinco leva a batida do samba às ruas do Pelourinho. Com o tema “Bahia de todos os cantos, encantos e axés”, a escola se apresenta com mestre sala e porta bandeira, 30 ritmistas e passistas.

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Varal de Cordel/Foto: Alexandra Martins Costa

Igualdade – Já o grupo Varal de Cordel, propõe um diálogo com referências de traços culturais do interior, destacando na apresentação, o pífano como instrumento chave. O grupo tem cinco anos de existência e pelo segundo ano os 13 músicos integram a grade do Carnaval da Cultura. “Liberdade só existe se tiver igualdade e o Carnaval aqui do Pelourinho é a oportunidade de bandas e grupos pequenos mostrar o trabalho que realiza”, destaca Dêi Ferreira, o qual divide com sua esposa, Mercedes Garrós, a direção do grupo.

Também abriram o Carnaval das ruas do Pelô os grupos Bandinha Samba Folia, Edd Bala e a Fanfarra Mágica, Pierrot Tradição de Plataforma, Xarangool, Cia. Gente de Teatro da Bahia, Filó Brincante, Turma do Bassa, Folia de Erê, Orquestra Os Franciscanos e Grupo Paió de Rua. A programação irá acontecer todos os dias até o fim da folia.

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br