07/03/2018

Foto: Marcos Paulo da Silva
A obra ‘Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana’ reúne textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador-BA. Composto por cerca de 100 poemas, é resultado do trabalho coletivo de vários protagonistas de saraus, slams, grupos e coletivos de artistas da palavra, que representam quase 3 milhões de vozes da capital baiana. Com prefácio de Tia Má, texto de orelha de Sueide Kintê, capa do poeta Marcos Paulo da Silva, contracapa de Allison Chaplin. O livro vai sair pela Editora Galinha Pulando e foi financiado através da 1ª Chamada do edital Calendário das Artes 2017, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).
A coletânea registra a produção literária e traz denúncias contra o genocídio da juventude negra e periférica, racismo, homofobia, racismo religioso, machismo e todas as opressões. A publicação pretende dar visibilidade, proporcionar a compilação de poemas para fontes de pesquisas, além de valorizar o movimento de leitura e escrita, bem como fortalecer políticas de formação de leitores e facilitar o acesso à produção poética da periferia para os interessados. Além disso, o projeto é um instrumento de estímulo à criação poética para fortalecer o trabalho em grupo já realizado pelos diversos coletivos. A publicação deve facilitar a circulação da produção poética através dos saraus e slams e fomentar o mercado editorial local.
Participam do livro: Vinícius Araújo, Gisele Soares, Marcos Paulo Silva, Cairo Costa, Riick Stiller, Camila Ceuta, Alex Bruno, Milica San, Mateus Skyjin, Taíssa Cazumbá, Preto Jhoy, Samuel Lima, Breno Silva, Isadora Nascimento, Kelvin Santos, Thi Zion, Dricca Silva, Negreiros Souza, Rilton Junior, Lislia Ludmila, Amanda Quésia, Preto Disgraça, José Cláudio Onofre, Danilo Lisboa, Josue Ramiro Ramalho, Ray Santana, Giovanni Cavalcanti, Conceição Ferreira, Lázaro da Paz, Marivaldo Gomes Gonçalves, Victória Alcântara, Tiago Oliveira Nascimento, David Alves, Gonesa Gonçalves, Lidiane Ferreira, Jennifer Santana, Iago Santana, Ian Santana, Amanda Denis, Ayala Santana, Jenifer Oliveira, Rool Cerqueira, Vanessa Coelho, Jaqueline Ferreira, Mariana Oxente Gente, Kuma França, Lucas Silva, Guy Falcão, Heder Novaes, Pareta Calderasch, Niel Souza, Jackeline Pinto Amor Divino, Pedro Zaki, Pedro Maia, Allison Chaplin, Pedro Lucas, Anajara Tavares, Alan Felix, Andrei Williams, Geilson dos Reis, Udimila Santos, Marina Lima, Gamp, Igi Emi, Indemar Nascimento, Carlos Leleco, Carlos Meneses, Renildo Santos, Celeste Costa, Fabricio Britto e Patric Adler, Davi Mariston, Chirley Pereira, Manuela Ribeiro, Poeta Noite e Mano Jack, Gleide Davis, Zenon Santos, Fabrícia de Jesus, Bia Santana, Júlia Victória Tavares dos Anjos, Evanilson Alves, Diana Manson, Larissa Barros, Ayran Búfalo Reis Yaiá, Adriana Gatto, Michelle Saimon, Zezé Olukemi, Lucas Barbosa, Luan Victor, Luz Marques, Edson Junior, Rafael Pugas, Fabiana Lima, Ludmila Singa, Iaiá Vilanueva, Sandro Sussuarana, Jamile Santana, Yuna Vitória, Adriele do Carmo e Damiana Sá.

Foto: Alisson Chaplin
Difusão - Será feita uma tentativa de tarde de autógrafos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que vai acontecer em agosto na capital paulista. Parte dos exemplares será entregue à Secretaria de Cultura do Estado para doação a bibliotecas públicas e comunitárias. Os outros livros serão distribuídos entre os poetas como pagamento dos direitos autorais e para geração de renda para manutenção dos coletivos.O Calendário das Artes propicia o financiamento de pequenos projetos e sua importância é fundamental. Para o jornalista e poeta Valdeck Almeida de Jesus, “As políticas públicas relativas a cultura, sejam dos governos federal, estadual ou municipal, são, na sua gênese e nas bases legais, acessíveis a todas e todos, de forma democrática e universal. Entretanto, o financiamento, devido a uma série de fatores, como complexidade dos grandes editais, burocracia inerente por exigência legal, total de dinheiro investido que nem sempre é o suficiente para todas as demandas, dentre outros aspectos, nem sempre consegue chegar nos poetas de rua, das periferias. Afinal, são centenas ou milhares de projetos inscritos, muitos deles por pessoas ou grupos já experientes, o que acaba dificultando o acesso a pequenos coletivos que, na sua maioria, está envolvida completamente fazendo malabarismos para manter as atividades, não sobrando tempo para se habilitarem e concorrerem em editais”, explicou.