Projeto Design Dialógico realiza roda de saberes no Fórum Social Mundial

14/03/2018
h

Com o tema “A Construção da Pedagogia do Terreiro Caxuté e a Tradição Bantu-Indígena da Costa do Dendê”, o programa de formação Design Dialógico recebe as lideranças religiosas Mameto Kafurengá e Taata Luangomina do Terreiro Afro-Indígena Caxuté, para a Gira de Saberes, no Fórum Social Mundial. O evento ocorre nesta quinta-feira (15/03), às 14h, na Casa de Castro Alves, Rua do Passo, Nº 52, Santo Antônio – bairro de Salvador.

Apoiado pelo Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital de Formação e Qualificação – 2016, o Design Dialógico é um projeto integrado de qualificação em cultura, envolvendo a economia criativa e abrange os cursos de Design, Plataforma Web, Áudio Visual, Cidades Criativas e Inteligência Coletiva. De crianças a idosos, os cursos são oferecidos às comunidades tradicionais da Região Metropolitana, Recôncavo, Baixo sul, Litoral Sul e Chapada Diamantina, com o objetivo de desenvolver competências para produção e difusão de produtos e serviços culturais.

Para Márcia Ganem, estilista que utiliza como matéria-prima elementos da cultura brasileira e criadora da metodologia do Design Dialógico nas Tradições Artesanais, “a roda de saberes aborda a relação de troca tão enraizada entre as culturas indígena e africana da Comunidade Caxuté”, afirma. Segundo a artista, a proposta do evento é oportuna por preconizar a pauta de povos e comunidades tradicionais que ocupam e usam o território como condição para produção cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.

A comunidade do Caxuté, responsável pela criação do Museu Costa do Dendê, está localizada em Valença em uma área de 2 km², entre dendezeiros, matas e cacaueiros. O espaço cultural, incubado pelo projeto Design Dialógico, tem se tornado referência na defesa do legado cultural Banto-Indígena. Abrange todo o Baixo Sul da Bahia envolvendo muitas comunidades tradicionais como pescadores, marisqueiras, comunidades rurais, povos de Terreiro e comunidades indígenas.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) - criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br