09/04/2018
Terreiro Humpame / Foto: Elias Mascarenhas
A partir desta terça-feira (10), até sexta-feira (13), estão abertas as inscrições para o projeto ‘Terreiros Criativos’, que beneficia 10 terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix, além de condutores, guias de turismo e profissionais que trabalham com cultura no Recôncavo baiano. As inscrições acontecem gratuitamente, das 8h às 12h e das 14h às 17h, na sede da Fundação Hansen Bahia (Rua Treze de Maio, n°197-373) em Cachoeira;A iniciativa conta com patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur), com apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e Secretaria de Cultura (SecultBA). O projeto integra o Programa de Fomento e Valorização dos Terreiros Patrimonializados e trabalha com três eixos: educação (capacitação), turismo (sinalização) e comunicação (informação e impressos). A concepção e desenvolvimento têm foco na Economia Criativa voltada à cultura.
São oferecidas 40 vagas, sendo 20 para integrantes dos 10 terreiros de candomblé registrados como Patrimônios Culturais, 10 para associados da ACTUP, e as demais para promotores de turismo e cultura da região. “O projeto é inédito e inovador na Bahia, já que ainda não se tinha implantado programa de política pública continuada para beneficiar terreiros tombados ou registrados pelo Estado”, afirma o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira. Os terreiros serão capacitados para ações de receptividade, aprimoramento de conhecimentos das culturas de matriz africana, educação e preservação patrimonial. O IPAC foi responsável pela pesquisa e parecer que tornaram os terreiros bens culturais da Bahia.
O projeto é coordenado pela Associação dos Guias e Condutores de Turismo do Vale do Paraguaçu (ACTUP). Mais informações através telefones da ACTUP: (75) 98245-1045 e (71) 99154-5965.
O curso, com carga de 80 horas, será distribuído em três módulos por período de três meses. O primeiro, sobre Histórias do Brasil e da África, o segundo sobre Turismo e Patrimônio cultural, e o último, a Vivência e Roteirização. Os 10 terreiros participantes são o ‘Aganjú Didê’ (conhecido como ‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’, em Cachoeira, além de ‘Raiz de Ayrá’ e ‘Ile Axé Ogunjá’ em São Félix. Módulos sobre os monumentos históricos, história do Recôncavo, conceitos sobre arquitetura colonial e roteirização turística, complementam a programação.
Na última etapa do trabalho, os terreiros ganham sinalização com identificação da historicidade, arquitetura e ‘nação’ a que pertencem, todos em três idiomas (português, inglês e espanhol). O sistema de sinalização obedecerá regras de padrões internacionais.
Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) - Autarquia do Governo do Estado da Bahia, vinculado à Secretaria de Cultura (SecultBA), o IPAC coordena atualmente a proteção de 186 bens culturais na Bahia, sendo 100 em caráter definitivo e dois perímetros urbanos. Em 2017 o IPAC completará 50 anos de serviços prestados à história, à memória e à sociedade da Bahia, sendo referência no Brasil como órgão pioneiro no país em defesa dos bens culturais materiais e imateriais.