Bloco Banana Reggae: a resistência do ritmo jamaicano no Carnaval de Salvador

03/03/2019
Banana reggae
Banana Reggae / Foto: Fafá Araújo

No final dos anos 1960, jovens marginalizados dos subúrbios de Kingston, capital da Jamaica, desenvolveram o Reggae. A música e a cultura Rastafári, que tem como ícone maior Bob Marley, se espalharam pelo mundo.  Em novembro do ano passado, o ritmo, originário do país caribenho, entrou para a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.

No ano de comemoração do cinquentenário desse estilo musical, o bloco Banana Reggae desfilou no circuito Osmar Macedo (Campo Grande), na noite deste domingo (3), levando os adeptos do Reggae para a Avenida. Sob o comando do músico Thomé Vianna & Banda Ragga, a entidade tem como um dos objetivos fortalecer o Reggae no Carnaval de Salvador.

Banana Reggae
Ananias Vianna, um dos fundadores do bloco / Foto: Fafá Araújo

Para Ananias Vianna, um dos fundadores do Bloco, “o carnaval do Banana Reggae marca a nossa identidade e a nossa raiz. Nos 50 anos de Reggae isso é muito importante pra gente”, ele completou, ressaltando a importância do apoio do Governo do Estado: “o Edital Ouro Negro é muito importante para que nós que somos pequenos possamos botar o bloco na rua (...) nós somos pequenos, mas somos grandes em riquezas culturais”.

Já a auxiliar de serviços gerais Edileuza Sena Matos, 44 anos, acredita que sair no Banana Reggae é um ato de  resistência:  “As pessoas não valorizam o Reggae, mas esse bloco é um espaço de respeito e liberdade de expressão”.

O cenário do Reggae na Bahia é muito forte. Salvador chegou a abrigar Jimmy Cliff. Do Recôncavo Baiano saíram grandes nomes do estilo musical como o Reggae Man Edson Gomes e o cantor Sine Calmon.

E tem mais Ouro Negro

Na segunda-feira (4), a partir das 21h, o Bloco Aspiral do Reggae vai sair no contra-fluxo do Circuito Osmar (da Rua Chile para o Campo Grande). O desfile é uma homenagem ao mestre da música brasileira Gilberto Gil.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui! Confira mais fotos no Flickr: https://goo.gl/6c7RT5

Por Tedson Souza