Crianças entram na folia do Carnaval Ouro Negro

04/03/2019
Didá
Crianças entram na folia no desfile da Didá no Circuito Osmar / Foto: Nilton Lopes

A tarde estava apenas começando quando a Didá entrou na Avenida nesse penúltimo dia de carnaval. Com fantasias, maquiagem, baquetas em punho e muita disposição, as mulheres comemoraram os 25 anos do bloco com muita vibração. Porém, foram as crianças que roubaram a cena, dançando, correndo pela rua e cantando ao som do trio.

Didá
Monique Correia acompanha a avó Eliene Oliveira dos Santos no Bloco Didá / Foto: Nilton Lopes

Monique Correia, 8 anos, chegou vestida de baiana para participar do desfile da Didá. Veio acompanhando a avó Eliene Oliveira dos Santos, baiana de acarajé que sempre traz a neta pro carnaval. “Eu adoro a Didá e também me vestir de baiana como a minha vó. Me acho linda assim”, conta Monique que é a única neta de Eliene. “Sempre quis que algum neto me acompanhasse e como ela é a única neta e adora o carnaval vem comigo pra ala das baianas”, disse.

Laiane Cruz, 5 anos e Deivisson Juan, 8 anos, também estavam aproveitando a festa. “Aqui é muito divertido, além de tudo muito lindo”, falou Laiane vestida com a fantasia do bloco e adereços no cabelo. Deivisson não quer perder mais a folia. “É muito legal aqui quero vir sempre”, disse o garoto já carnavalesco.

Didá
Lorenzo Silva com a mãe, Ingrid Santos / Foto: Nilton Lopes

A festa também tem espaço para os ainda menores, como é o caso de Lorenzo Silva que com apenas 2 anos já pulava no colo da mãe Ingrid Santos, 31 anos. Ela sai desde pequena na Didá e já trouxe o menino Lorenzo para manter a tradição. “Esse é um bloco do meu coração. Trouxe ele para revisitar sempre a alegria e toda nossa cultura”, relata Ingrid.

Homenagens – Na ala do parto, que faz referência ao renascimento do Mestre Neguinho do Samba, criador do bloco, crianças como Taianara Santos, de 6 anos, saíam de baús que eram carregadas no circuito por mulheres que representavam as mães do fundador da Didá. A ala também lembrava a vereadora Marielle Franco que foi assassinada no ano passado. Além de Marielle, a Didá também homenageou outros nomes importantes para o bloco como a deputada estadual Olívia Santana, que acompanhava o desfile.

“É uma honra estar aqui desfilando, mostrando a força e a coragem das mulheres e algumas que sempre serão nossas referências”, disse Viviam Caroline, presidente da Didá.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui!

Por Nilton Lopes