“Conversas Plugadas” pauta trajetórias negras na dança

12/04/2019
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Espetáculo Atlântico / Foto: Maurício Serra


No Mês Internacional da Dança, a primeira edição do ano do projeto “Conversas Plugadas” será temática: “Dança e Emancipação – Trajetórias Negras pela Dança”. Três dançarinos – Hugo Rojas (Paraguai), James Carlès (França) e Paullo Fonseca (Brasil) – debatem suas construções enquanto artistas negros, oriundos de diferentes partes do mundo e com suas experiências particulares, num bate-papo com mediação de Mamadou Gaye (Aliança Francesa). A sessão é uma parceria do Teatro Castro Alves (TCA) com o VIVADANÇA Festival Internacional, marcada para o dia 18 de abril (quinta-feira), das 17h às 19h, na Sala do Coro do TCA, com entrada franca.

O evento será aberto com apresentação de “Atlântico”, de Paullo Fonseca, como parte da Mostra Baiana de Dança Contemporânea do VIVADANÇA. A obra abre portas diversas de diálogo, na qual o autor e intérprete foca sua pesquisa corporal fundamentando-se em suas vivências pessoais e profissionais de dança, como sujeito de sua própria história e no reencontro com as suas referências identitárias.

Neste ano, o VIVADANÇA coloca o trabalho de artistas negros na dança em destaque na sua programação e na sua arte gráfica, considerando ser hoje imprescindível discutir e problematizar a atuação dos negros nos palcos artísticos. A programação do festival tem cada vez mais se percebido em uma curadoria que identifica e reconhece naturalmente profissionais negros que ocupam os espaços da dança no Brasil e no mundo. Além disso, há o desejo de conversar sobre a dança como meio de libertação para os profissionais de minoridades ou qualquer pessoa que precise superar barreiras. É assim então que surge este especial do “Conversas Plugadas”, tendo em vista desafios e enfrentamentos a partir da fala de quem pode compartilhar seus próprios caminhos.

O VIVADANÇA uma realização da Baobá Produções Artísticas com o apoio financeiro do Goethe-Institut e Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha e Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia e com o patrocínio do Fundo Iberescena/Funarte – Ministério da Cidadania, Governo Federal.

Já o Conversas Plugadas, criado em 2007 pelo TCA, proporciona ao público, ao próprio corpo técnico do TCA, aos profissionais, pesquisadores e estudantes de artes o contato direto com nomes de excelência dos diversos campos artísticos, em âmbito nacional e internacional.

Participantes – Hugo Rojas é bailarino, coreógrafo e docente. Nascido no Paraguai, sua formação em dança vem de vários centros. É integrante do Balé Nacional do Paraguai desde 2011. Na cena independente, é sócio-colaborador da Associação Cultural Crear en Libertad e integrante da Companhia Intermitente de Exploração e Criação Coreográfica. É também colaborador criativo do Coletivo Artístico Tercer Espacio e professor de dança contemporânea em várias academias de dança de Assunção e de outras cidades periféricas. Rojas se encontra em formação contínua e em circulação internacional com várias das obras criadas junto aos coletivos anteriormente mencionados.

James Carlès é coreógrafo, pesquisador e conferencista francês. Estudou inicialmente dança e música da África e da Diáspora, e depois se formou com grandes nomes da dança moderna em Nova Iorque e em Londres. Desde 1992, deu início a uma abordagem analítica que busca conciliar as danças, ritmos e filosofias da África e da Diáspora com técnicas e pensamento ocidentais. O repertório da sua companhia é vasto, com mais de 50 espetáculos de sua criação ou feitos por outros autores. Ele também é um solista reconhecido, tendo interpretado criações de grandes artistas, como Carolyn Carlson, Robyn Orlin e Rui Horta.

Nascido em Salvador (BA), Paullo Fonseca é artista da dança, intérprete, criador, professor, coreógrafo e pesquisador. Atuou em diversas companhias da Bahia, integrando-se ao Balé Teatro Castro Alves (BTCA) desde 1981, além de ter sido assistente de coreografia, coreógrafo e diretor artístico do grupo. Atualmente, vem ampliando o seu espaço de atuações em universidades, seminários, exposições, rodas de diálogos e festivais.

Na mediação da conversa, Mamadou Gaye, nascido no Senegal e criado na França, diretor da Aliança Francesa Salvador desde setembro de 2017. É militante do movimento antirracismo e expert em Comunicação. Antigo Secretário Geral da organização SOS Racisme – criada em 1984, na França –, Mamadou também é membro-fundador da associação feminista “Ni putes, ni soumises”, além de ter ocupado cargos de relações públicas na rádio Skyrock, especializada em música rap, e relações internacionais no comitê da candidatura de Paris para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024. No âmbito acadêmico, detém especialização e mestrado pela Sorbonne.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

SERVIÇO

Conversas Plugadas

Dança e Emancipação – Trajetórias Negras pela Dança
Abertura: “Atlântico”, de Paullo Fonseca
Conversa com: Hugo Rojas (Paraguai), James Carlès (França) e Paullo Fonseca (Brasil)
Mediação: Mamadou Gaye (Aliança Francesa).
Quando: 18 de abril de 2019 (quinta-feira), 17h às 19h
Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Quanto: Gratuito