03/05/2019

Foto: Lucas Rosário
Na noite da quinta-feira (2), a sede da Academia de Letras da Bahia (ABL) abriu suas portas para prestar uma homenagem póstuma a uma de suas acadêmicas. Maria Stella de Azevedo dos Santos, Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018), que nos deixou no último dia 27 de dezembro, ocupava a cadeira de número 33. A ialorixa, que completaria 94 anos, sucedeu o historiador Ubiratan Castro de Araújo, na vaga cujo patrono é Castro Alves (1847-1871), considerado o maior poeta lírico e épico do Brasil.
Por volta das 18h, uma plateia formada por intelectuais, ativistas do movimento negro, familiares e religiosos do terreiro que tinha a sua liderança, o Ilê Axé Opô Afonjá, vestida de branco tomou os assentos da casa para homenagear Mãe Stella. A mesa, comandada pelo Presidente da Academia de Letras da Bahia, Joaci Goes, foi formada pela Secretária de Cultura do Estado da Bahia, Arany Santana, pela Secretária de Promoção da Igualdade, Fabya Reis, pela oradora principal, a também acadêmica, etnolinguista, Yeda Pessoa de Castro e por José de Ribamar Feitosa Daniel, médico e presidente da Sociedade Cruz Santa - entidade oficial do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.
Na homenagem, Yeda Pessoa de Castro destacou a importância de Mãe Stella de Oxossi para quebrar muitos preconceitos para com as religiões afrobrasileiras e atentou para o fato de que a sacerdotisa trouxe aspectos da vida e diversidades dessas religiões, antes restritos a oralidade, para o universo da literatura. “Esta homenagem é um tributo de reconhecimento a uma mulher negra que venceu todos os tipos de preconceito racial, religiosos e de gênero”, enfatizou a oradora.
Para a Secretária de Cultura, Arany Santana, a ocupação da cadeira de número 33 pela líder religiosa foi “um dos maiores acontecimentos do país e representou o reconhecimento da importância do legado intelectual de uma mulher, negra e ialorixá na Academia de Letras da Bahia, ocupando uma cadeira que foi de Castro Alves”.
Na mesma sessão de homenagem póstuma a Mãe Stella de Oxossi, o presidente da ALB Joaci Goes declarou a vacância da cadeira 33. Após 45 dias, será convocada uma sessão para votar nos candidatos: aqueles indicados pelos acadêmicos da ALB que obtiverem cinco votos, todos secretos. A ABL é uma instituição que integra o Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, do Fundo de Cultura da Bahia.
Mãe Stella de Oxóssi foi a quinta ialorixá a comandar o Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos, a Mãe Aninha. Era enfermeira e também escritora, publicando seu primeiro livro, intitulado “E daí aconteceu o encanto”, em 1988. Mãe Stella também é autora de “Meu tempo é agora” (1993); ‘Òsósi - O caçador de alegrias” (2006); “Òwe-Provérbios” (2007); o infantil “Epé laiyé - terra viva” (2009); e “Opinião” (2012), onde reúne crônicas publicadas na imprensa baiana. Dentre as homenagens recebidas em vida, recebeu título de doutora honoris causa pela Universidade do Estado da Bahia e pela Universidade Federal da Bahia.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br
Por volta das 18h, uma plateia formada por intelectuais, ativistas do movimento negro, familiares e religiosos do terreiro que tinha a sua liderança, o Ilê Axé Opô Afonjá, vestida de branco tomou os assentos da casa para homenagear Mãe Stella. A mesa, comandada pelo Presidente da Academia de Letras da Bahia, Joaci Goes, foi formada pela Secretária de Cultura do Estado da Bahia, Arany Santana, pela Secretária de Promoção da Igualdade, Fabya Reis, pela oradora principal, a também acadêmica, etnolinguista, Yeda Pessoa de Castro e por José de Ribamar Feitosa Daniel, médico e presidente da Sociedade Cruz Santa - entidade oficial do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.
Na homenagem, Yeda Pessoa de Castro destacou a importância de Mãe Stella de Oxossi para quebrar muitos preconceitos para com as religiões afrobrasileiras e atentou para o fato de que a sacerdotisa trouxe aspectos da vida e diversidades dessas religiões, antes restritos a oralidade, para o universo da literatura. “Esta homenagem é um tributo de reconhecimento a uma mulher negra que venceu todos os tipos de preconceito racial, religiosos e de gênero”, enfatizou a oradora.
Para a Secretária de Cultura, Arany Santana, a ocupação da cadeira de número 33 pela líder religiosa foi “um dos maiores acontecimentos do país e representou o reconhecimento da importância do legado intelectual de uma mulher, negra e ialorixá na Academia de Letras da Bahia, ocupando uma cadeira que foi de Castro Alves”.
Na mesma sessão de homenagem póstuma a Mãe Stella de Oxossi, o presidente da ALB Joaci Goes declarou a vacância da cadeira 33. Após 45 dias, será convocada uma sessão para votar nos candidatos: aqueles indicados pelos acadêmicos da ALB que obtiverem cinco votos, todos secretos. A ABL é uma instituição que integra o Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, do Fundo de Cultura da Bahia.
Mãe Stella de Oxóssi foi a quinta ialorixá a comandar o Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos, a Mãe Aninha. Era enfermeira e também escritora, publicando seu primeiro livro, intitulado “E daí aconteceu o encanto”, em 1988. Mãe Stella também é autora de “Meu tempo é agora” (1993); ‘Òsósi - O caçador de alegrias” (2006); “Òwe-Provérbios” (2007); o infantil “Epé laiyé - terra viva” (2009); e “Opinião” (2012), onde reúne crônicas publicadas na imprensa baiana. Dentre as homenagens recebidas em vida, recebeu título de doutora honoris causa pela Universidade do Estado da Bahia e pela Universidade Federal da Bahia.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br