05/07/2019

Foto: Lucas Rosário / ASCOM SecultBA
Com a presença de artistas, proponentes e parceiros, foi realizada hoje (05), às 18h30, no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, a abertura solene em comemoração ao 35º aniversário do Cine Teatro Solar Boa Vista. O espaço é um dos 17 equipamentos culturais administrados pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC)/SUDECULT, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e vem atuando fortemente junto à comunidade local, fomentando a cultura.
O evento foi aberto com a apresentação do Grupo Vozes do Engenho, que em uma apresentação bonita e afinada, evidenciou a proposta cultural que vem sendo desenvolvida no bairro. O espetáculo foi seguido do pocket show do Ilê Aiyê, com a batida inconfundível de seus tambores, e de homenagens ao Solar Boa Vista e a artistas da terra, como o Mestre e compositor Môa do Katendê.
Segundo o superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Orley Silva, o evento é importante, sobretudo, devido aos 35 anos de resistência do espaço. “Estamos comemorando a cultura e transformando a realidade deste bairro. O Solar tornou-se uma referência para a comunidade no combate à violência e discriminação, que, hoje, podemos simbolizar através do mestre Moa do Katendê”, disse, em referência ao homenageado do Julho + Solar.
Para ele, o Solar é a oportunidade de “dar voz ao trabalho e à produção artística local”. “O trabalho do mestre Moa e de todos os artistas têm continuidade, aqui. Essa ação possibilita dar uma nova vida ao bairro, reduzindo a violência e proporcionando a todos o “fazer cultural”, por meio da dança, teatro, música, possibilitando um encontro de linguagens de grandes nomes artísticos. A Secult tem esse olhar e atua para resgatar as potencialidades desta comunidade”.
O coordenador do Cine Teatro Solar Boa Vista, Vinícius Lima, destacou que é uma honra fazer parte da história do Solar e, como coordenador, estar abrindo o espaço para a comunidade do entorno do Engenho Velho de Brotas. “Temos recebido mais artistas do bairro e estes 35 anos vêm mostrar a resistência e cultura que o espaço respira”, disse.
Para Samona Katendê, filha do Mestre Môa, a homenagem é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por seu pai na Bahia e fora do estado. ‘É uma emoção muito forte ver hoje essa homenagem linda. Meu pai é uma referência, um ícone baiano, que representa luta e resistência. Ele está vivo entre todos nós”.
Romualdo Rosário da Costa (29/10/54 a 08/10/2018), conhecido como Mestre Môa do Katendê, foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro. Estiveram presentes ao evento o diretor de espaços Culturais, Wdileston Souza, representantes da comunidade, de grupos culturais e de órgãos do estado.

Foto: Lucas Rosário / ASCOM SecultBA