07/02/2020

Foto: Divulgação
Quem passa pela avenida Assis Valente já deve ter se deparado com uma grande pedra, que tem uma árvore próximo ao seu topo. Símbolo de resistência, era usada como esconderijo por negros escravizados que fugiam das fazendas localizadas na região, durante o século XIX. Esta pedra tem um significado especial para o povo de santo.
Antes conhecida como Pedra do Buraco da Onça, e também como Pedra do Buraco do Tatu, ali foi localidade de vivência dos povos indígenas, com grande influência Tupinambá. Segundo Mãe Iara de Oxum, um jogo de ifá apontou Xangô como o orixá dessa pedra, que passou a ser chamada de Pedra de Xangô ou Altar de Xangô. É considerado o maior monumento Orixá no Brasil.
O Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) é responsável pela execução, proteção e promoção das políticas públicas de valorização e fortalecimento das manifestações populares e de identidade, orientadas de acordo com o pensamento contemporâneo da Unesco e do Ministério da Cultura. Seu campo de atuação contempla a cultura do sertão, de matrizes africanas, ciganas e indígenas, LGBTQI+, infância e idosos. Coordena o projeto Pelô da Bahia, responsável pela programação artística dos largos do Pelourinho e suas grandes festas populares.