Bandinhas e performances fazem baile carnavalesco nas ruas do Centro Histórico

22/02/2020
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Folia de Erê / Foto: Rebeca Thaís

Na tarde deste sábado (22), as ruas do Pelourinho se transformaram em um baile de Carnaval ao ar livre, com direito a bandas de fanfarra e percussão, e performances com bailarinos fantasiados de palhaços e bichos, pierrôs e colombinas, além das caretas, que são marca registrada do Carnaval de Maragojipe, no Recôncavo Baiano. O desfile coloriu as ruas do Centro Histórico chamando atenção, principalmente, das crianças.

A Koru Cia de Dança foi um dos grupos a desfilar, apresentando coreografias e performances ao som da banda de sopro e percussão Recordar. Grupo Residente do Espaço Xisto Bahia, um dos 17 Espaços Culturais administrados pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), a Koru Cia de Dança animou as ruas por onde passou alternando momentos de descontração e improvisos, com paradas estratégicas para apresentação de coreografias como se fossem flash mobs.

Outra companhia de dança, a Cia Robson Correia desfilou com o seu projeto Folia de Erê, fazendo um grande baile infantil. Acompanhados pelo Bandão Aurora, os bailarinos fantasiados convidaram pais, mães e crianças a participarem deste baile cheio de ludicidade e brincadeiras.

Luciene Souza trouxe seus dois filhos pela primeira vez ao Carnaval do Pelô e se encantou com o clima tranquilo e com as atrações voltadas para o público infantil. “Fomos atrás das bandinhas e eles adoraram, pediram para tirarmos muitas fotos e se divertiram muito”, contou ela à repórter durante uma parada da família para fazer um lanche no Terreiro de Jesus.

Já Kátia Pinelli conhece a folia do Pelourinho de outros Carnavais e, dessa vez, trouxe os dois filhos pequenos, uma menina de três anos e o caçula de apenas 10 meses. Ela garante que o Pelourinho é uma excelente opção não só para as crianças, mas para os adultos também. “Mais cedo nós vimos as bandinhas de fanfarra que as crianças adoraram e, agora, acabamos de ver uma banda em uma praça e todos nós gostamos e curtimos”, disse.

Ainda desfilaram na tarde deste sábado a banda percussiva Som do Timbal e a bandinha Batida no Pelô; a performance Folia Mamulengo, com uma mostra do teatro de bonecos popular do nordeste; e a Escola de Samba Unidos de Itapuã, que apresentou o samba de enredo típico das escolas de samba do Rio de Janeiro. Essas e outras atrações do Carnaval de Rua do Centro Histórico têm o apoio da SecultBA, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). Os desfiles continuam com turnos a partir das 16h e das 19h nas ruas do Pelô.

Carnaval do Pelô – Realizado pelo Governo do Estado, o Carnaval do Pelô traz cinco dias de folia para o Centro Histórico de Salvador, com atrações que contemplam os diversos ritmos e tribos. O Largo do Pelourinho será palco dos principais shows da festa, promovendo encontros musicais variados para marcar a memória de cada folião. Nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água a mistura traz axé, samba, orquestra, antigos carnavais, rap, afro, guitarra baiana, arrocha e reggae, além de bailes infantis para unir toda a família. As ruas do Pelô mantêm a tradição dos desfiles dos grupos e bandas, sempre em clima de animação e muita paz. Tudo isso torna o Pelourinho o circuito mais diversificado e democrático da folia.

Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.

Repórter: Gabriela Fonseca