SecultBA participa de audiência pública virtual da Câmara Municipal de Salvador

03/06/2020

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Foi transmitida na manhã desta quarta-feira (03) pela TV e Rádio Câmara Salvador, em seu canal aberto e no facebook, a audiência pública virtual Cultura em tempos de Pandemia. A convite da Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador, que tem como ouvidora a vereadora Aladilce, em parceria com a Comissão de Cultura, que tem como presidente o vereador Silvio Humberto, a secretária estadual de Cultura, Arany Santana, compôs a mesa da referida audiência.

O encontro virtual reuniu vereadores, dirigentes e superintendentes da SecultBA, e os representantes da classe artística e cultural, Alessandra Gramacho, artista e militante do forró, Renata Hasselman, da Produtores.BA, Marcelo Praddo, das artes cênicas, e o antropólogo e ex-secretário de cultura de Senhor do Bonfim, Rodrigo Wanderley Pezão, representando o interior do estado. Este foi mais um encontro de escuta da sociedade civil. A SecultBA realizou entre 23 de abril e 07 de maio um ciclo em encontros virtuais com os diversos segmentos culturais a fim de construir ações conjuntas de enfrentamento aos impactos da pandemia no campo da Cultura.

A secretária de cultura ressaltou a importância e o exemplo de cidadania da iniciativa da comissão de cultura da câmara em promover o diálogo entre os diversos entes, apresentando os anseios da sociedade. “É hora de andarmos de mãos dadas para o enfrentamento de uma situação nunca antes vivenciada. Temos nos empenhado para lidar com o que está posto e com o que virá, mantendo a certeza de que a cultura tem a capacidade solidária de transformar e desenvolver. Conclamo todos para juntos fazermos esta construção”, declara a secretária, que ainda comentou sobre a PL 1075, que versa sobre a Lei de Emergência Cultural, que foi aprovada em 26 de maio pela Câmara dos Deputados, e será votada amanhã (04), no Senado federal. A Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc prevê a renda emergencial para trabalhadores da cultura, subsídios mensais para espaços culturais, e a distribuição de recursos para aplicação em editais e chamadas públicas, dentre outros pontos.

Foram trazidas pelos dirigentes informações e esclarecimentos sobre a convocação para o Cadastro Cultural no Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (Siic). A iniciativa tem por objetivo traçar um panorama dos agentes, espaços, grupos e instituições culturais dos 27 territórios de identidade baianos. O cadastro possibilitará a criação  de indicadores sobre a cadeia produtiva da cultura no estado, contribuindo no planejamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas; na otimização dos mecanismos de fomento e no fortalecimento do processo de territorialização das ações culturais. Outro ponto foi o Termo de compromisso para criação de plataforma para cadastro de trabalhadores do campo cultural, assinado entre SecultBA e a Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda, e que terá o corpo técnico do SINEBAHIA dando suporte para o levantamento dos dados coletados e para os relatórios estatísticos a partir do banco de dados a ser criado a partir destes cadastros.

Também foi colocado em pauta o Calendário das Artes, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, que em sua oitava edição converteu-se para o recebimento de propostas virtuais, recebendo mais 1.800 inscrições, que puderam ser realizadas por meio de uma plataforma simples e objetiva, tendo em seu feedback o reconhecimento quanto à clareza e praticidade da inscrição.

O diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, trouxe de volta à pauta o tema da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. “Precisamos ser ágeis e termos foco neste momento na lei emergencial. A SecultBA já tem adotado algumas medidas neste sentido, e ainda há fatores a serem tratados nacionalmente. Mas temos uma demanda gigantesca para atender de maneira ágil e correta. Para isso, precisamos da contribuição do setor cultural”, destaca.