Live propõe discussão com o tema “Cerâmica marajoara: uma perda cultural?”

10/07/2020

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Em 16/07, às 16h, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica promove mais uma live no Instagram @museusdabahia, desta vez com o tema “Cerâmica marajoara: uma perda cultural?”. A museóloga do Udo Knoff, Renata Alencar vai conduzir a conversa com o convidado Luiz Augusto Gonçalves (bacharel em Artes Visuais pela UFBA e pós graduação em Arte e Patrimônio pela Universidade de São Bento). 


Segundo Luiz Augusto, a arte indígena está presente na essência do povo brasileiro, mas mesmo assim é importante ressaltar a sua sistemática destruição e seu descaso quanto a sua importância na nossa cultura. "Muito antes de o europeu se aventurar pelos mares no seu processo de colonização, os povos indo-americanos já possuíam uma vasta cultura em cerâmica; cestaria; pintura corporal; plumagem. Isso só levando em conta os pontos de similaridades entre os diversos povos que aqui habitavam e cada um destes povos são detentores de um comportamento diferente derivados de costumes próprios. Vamos nos ater em específico à cerâmica e a sua 'maior' representante, a cerâmica produzida na região norte na ilha de Marajó", explica.


O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff – idealizador do museu -, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. O segundo andar é ocupado por exposições temporárias. O museu integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).