
Nesta sexta-feira (11) aconteceu o último dia do webinário “Formação e Qualificação em Cultura: Experiências e Perspectivas”, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A programação, iniciada na quinta-feira, reuniu em seu segundo dia especialistas para tratar dos temas “Formação em arte na Bahia” e “Produção e difusão do conhecimento como formação”.
Antes do início da programação transmitida pelo YouTube da SecultBA, foram dadas as devolutivas das reuniões que aconteceram antes do evento, das instituições de ensino superior e do Sistema S, para a indicação de representantes para o Grupo de Trabalho de Coordenação do Programa Estadual de Formação Cultural. O Sistema S decidiu que o SESC, que tem como foco principal o campo da formação artística, ocupará a vaga de titular no GT, enquanto o SEBRAE, que atua na área do empreendedorismo e economia criativa, será suplente. Os nomes serão escolhidos posteriormente. As Instituições Estaduais de Ensino Superior, em reunião com representantes da UNEB, UESC, UEBS, UEFS e Secretaria de Educação do Estado da Bahia, escolheram a professora Julice Oliveira (UNEB) como titular e de Samuel Oliveira (UEFS) como suplente. Já as Instituições Federais, informaram que em reunião com UNILAB, UFSB, UFOB e IF Baiano, foram escolhidas as professoras Mirian Sumica Carneiro (UNILAB) como titular e Célia Silva (UFSB) como suplente.
Diálogos – A primeira mesa, “Formação em arte na Bahia”, reuniu representantes de instituições referenciadas na área, José Henrique de Campos (NEOJIBA), Jacson do Espírito Santo (CFA/Funceb) e Uillian Oliveira (UFOB).
Diretor educacional do NEOJIBA, José Henrique destacou o papel do programa a partir dos seus principais objetivos, o desenvolvimento social e a excelência musical enquanto ferramenta. “O NEOJIBA é conhecido pelos feitos da orquestra e do coro juvenil, por meio das apresentações divulgadas na imprensa e das turnês internacionais. Porém, estas são na verdade as pontas do nosso trabalho”, explica, destacando que além de formar bons músicos, a instituição busca os tornar também excelentes multiplicadores. Programas como Jovem Líder e o Promulti, incentivam os jovens a auxiliarem os professores nas aulas, e também a participarem de atividades de multiplicação na capital e no interior.
O gestor Jacson do Espírito Santo apresentou a estrutura do Centro de Formação em Artes, unidade da Fundação Cultural do Estado da Bahia, que coordena a Escola de Dança, o Curso de Música e o Curso de Teatro. Conforme apresentado pelo diretor da instituição, é objetivo do CFA “Tornar-se um centro de referência no pensamento, formulação, oferta e difusão de práticas formativas para o campo das artesm através de uma perspectiva diaspórica, pluri-universal, transmoderna e decolonial”.
A última fala da manhã foi realizada pelo coordenador do Colegiado do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), o professor Uillian Oliveira, que apresentou a estrutura e ações do curso. Hoje, estão 105 estudantes matriculados no curso, que tem por objetivo principal a formação do professor, artista e pesquisador na área das artes visuais e da cultura ao seu redor.
A quarta e última mesa do webinário debateu o tema “Produção e difusão do conhecimento como formação”, reunindo Aldo Morais (CUCA/UEFS), Walter Silva (CMB/Fundação Pedro Calmon) e Cybelle Amado de Oliveira (IAT/SEC).
Diretor do Centro Universitário de Cultura e Arte, órgão de gestão da política cultural da UEFS, Aldo Morais falou sobre a experiência do centro no tópico da difusão do conhecimento no campo das artes. São duas as suas principais linhas de ação, sendo a primeira o Programa de Formação Artística, que oferece oficinas nas diversas linguagens e em 2020 se adaptou para o formato online com o “Fique em Casa com o Cuca”. “Quatro fatores tornam este programa relevante: a possibilidade de preservar e renovar a cultura artística, a partir da formação de novos artistas; o segundo aspecto é que dentre esse grupo de replicadores das artes, sempre se destacam novos talentos, muitos ganhando até carreiras internacionais; em terceiro lugar, o fato de que o programa educa e socializa no sentido mais amplo; e o quarto elemento significativo é que tem fomentado a economia artística local”, sintetiza Morais. A segunda principal linha de ação do CUCA é o fomento à vida cultural local. Além de ser uma unidade subordinada à UEFS, o CUCA é um complexo cultural no município de Feira de Santana, com uma estrutura que integra dois teatros, um museu, uma galeria e 10 salas de aula.
Diretor do Centro de Memória da Bahia, unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon, Walter Silva foi o segundo interlocutor da tarde. O gestor apresentou o histórico e a estrutura do CMB. A unidade é responsável pela salvaguarda e preservação de acervos privados de interesse público, que podem ser consultados por pesquisadores de diversas áreas. Dentre as ações de destaque do CMB no campo de difusão do conhecimento, estão a Coleção Otávio Mangabeira, publicada em três volumes, o Dicionário Biográfico-Histórico da Bahia, o curso Conversando com a sua História, e o projeto Memórias Contemporâneas, que recentemente teve edições online, devido à pandemia. No ano de 2020, também foram realizados de maneira virtual os cursos livres nas áreas de Paleografia, Noção para organização de acervos pessoais e História oral.
Diretora geral do Instituto Anísio Teixeira, a pedagoga Cybelle Amado de Oliveira apresentou a estrutura do órgão vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia. O instituto tem a formação continuada em seu foco de atuação, o que no ano de 2020, devido à pandemia, foi adaptado para o formato remoto. “Criamos um ambiente virtual em homenagem à Makota Valdin. Foi muito interessante porque tivemos que construir muitos conhecimentos, e conseguimos sem bem sucedidos em fomentar um ambiente com foco na possibilidade de integração e acompanhamento, mesmo remotamente”, explica.