
Com a proposta de fazer circular em quatro comunidades quilombolas do município de Irará, a 105 quilômetros de Salvador, grupos de samba de roda das mais variadas matizes, fortalecendo a expressão cultural de origem afro, acontece nos dias 03, 06, 08 e 10/04, das 19h às 20h30, o projeto Samba da Minha Terra, através do Google meet com transmissão ao vivo pelo Facebook. A ideia é contribuir para a preservação e difusão do samba de roda baiano, através de apresentações que levem ao grande público a representação de tradições seculares que resistem ao tempo. O evento vai mostrar que essas tradições fazem parte de nossa formação cultural e histórica, reforçando as relações de troca e amizade entre grupos de samba de roda e as comunidades quilombolas.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias- CCPI, (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Programa Aldir Blanc Bahia - Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são: a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.
Samba de Roda - Nas senzalas o samba de roda começou a tomar forma e a se espalhar pelo estado, surgindo diversos de tipos, com seus jeitos próprios de dançar, tocar e influenciar as músicas produzidas nos salões nobres da época. Mas, apesar de ter vivido em algumas épocas seu esplendor, o samba de roda quase desapareceu. Com a decadência das lavouras de cana e de fumo, as famílias que viviam nas pequenas cidades, na zona rural e pesqueira, começaram a imigrar em busca de novas oportunidades de trabalho, paralelo a isto, a concorrência com os produtos culturais que chegavam pela tv e pelas rádios, afastou os jovens das tradições, que eles passaram a julgar como “coisas de velho”. Graças aos esforços e resistências de muitos, o samba foi declarado Patrimônio Imaterial do Brasil, pelo IPHAN, também foi declarado Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, pela UNESCO. Com estes títulos, os grupos de samba de roda começaram uma árdua luta, ainda bem distante de acabar, para preservar e transmitir às novas gerações e públicos sobre a importância do samba de roda. Este projeto quer dar sequência a eventos e ações realizadas por sambadores e sambadeiras, projetando essa arte para todo estado da Bahia e para o Brasil.
Programação:
Roda de Diálogo “Viva, 19 anos fortalecendo o Samba de Roda de Irará”
03/04 - Sábado, das 19h às 20h30
Convidados: Kau Santana, Diógenes Gonçalves, Marcia Santana, Vinha, Pé Duro, Manoel, Evandro Vieira.
Mediação: Olivia Roberta
Roda de Diálogo: Entre o erudito e o popular: caminhão, experiência e resistência
Quando: 06/04 – Terça-feira, às 19h
Convidados: Nielton Marinho, Erinaldo Suzart, Jailton Moreira, Vaninha, e Nick
Mediador: Edilton Miranda
Roda de Diálogo: Mulheres Sambadeiras em evidência
Quando: 08/04 – Quinta-feira às 19h
Convidados: Dona Elza, Dona Graúda, Adriana (Fazenda Loja), Nice, Dona Ita
Mediadora: Lane Moreira
Roda de Diálogo: A importância do Samba de Roda nas Comunidades Quilombolas
Quando: 10/04 – Sábado, às 19h
"Convidados:* liderança das comunidades Quilombolas: Edvan, Evandro, Paula e Josenilda.
Mediador: Junior Gonçalves
Onde: Via Google meet, com transmissão ao vivo pelo Facebook, https://www.facebook.com/