
O Coletivo Afrobapho lançou no dia 28 de junho o ‘AFROBAPHOLab: Bahia is Burning’, um grande laboratório digital de artes integradas, composto por rodas de diálogos, imersões artísticas e pocket shows, com o objetivo de visibilizar as produções de artistas independentes de Salvador, o evento acontece de 13 a 15 de agosto, com o patrocínio de Natura Musical e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.
“O futuro que queremos construir é coletivo. Ele passa por momentos de tensão, mas, com a música e outras artes, somos capazes de chegar a um lugar comum, respeitando a diversidade. Os artistas, bandas e projetos de fomento à cena selecionados por Natura Musical trazem a mensagem de que o futuro pode ser mais bonito com a arte e com o envolvimento de cada um de nós”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.
Serão três dias de atividades que conectam artistas independentes, música, dança e performances, numa programação com imersões artísticas e apresentações musicais de artistas como Ventura Profana, Nêssa, Maya, DICERQUEIRA, entre outros. Algumas entregas já realizadas pelo coletivo foram: lançamento de uma plataforma digital para mapeamento de artistas negros LGBTIA+ do Nordeste e uma websérie com 5 episódios, narrando a relação do coletivo com o ARTvismo.
“Esse projeto é muito relevante, tanto para o Coletivo AfroBapho, quanto para a cena de produção cultural e artística independentes na Bahia. Temos seis anos de trajetória, com boa parte dela sendo invisibilizada pelo monopólio branco e heteronormativo nas ações de cultura da Bahia. Nos fortalecemos para disputar essas narrativas de grandes editais de incentivo à cultura e arte, pois queremos mostrar que corpos dissidentes estão para além de atrações mal pagas, mas também criam e produzem novas formas de fazer cultura.”, conta Alan Costa, o fundador do Coletivo AfroBapho.
O AFROBAPHOLab: Bahia is Burning foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura da Bahia (Fazcultura), ao lado de Nara Couto, Mestre Aurino de Maracangalha, Mahal Pita e Mercado Iaô, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 58 projetos de música até 2020, como Margareth Menezes, Jadsa, Mateus Aleluia e Ilê Ayê.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
13/08
18h, no Instagram @afrobaphooficial - Abertura do evento + roda de diálogo: “As dificuldades que corpos dissidentes encontram na produção artística e cultural no Brasil”, com Alan Costa e Elivan Nascimento, mediação por Cleidson Santana
19h, no Zoom - Festa de Abertura com discotecagem de Tia Carol e performances de House of Afrobapho, Teodoro, Mamba Mavamba e Neftara (artistas do Coletivo).
14/08
10h, no Zoom - Imersão em Dança: Stiletto com Elivan Nascimento
14h, no Zoom - Imersão em Performance: Maquiagem com Kaiakan
17h, no Zoom - Imersão em Música: Estratégias Criativas de Composição com Sued Hosaná
19h, no Instagram - Roda de diálogo: “Processo criativo em meio a pandemia”, com Yara Sereya e Mamba Mavamba, mediação por Cleidson Santana
20h, no Instagram - "ARTivismo: o poder transformador das artes na sociedade", com Thiago Romero, Alan Costa e mediação de Cleidson Santana.
15/08
11h, no Instagram - Roda de diálogo: “Saúde Mental de corpos dissidentes, o autocuidado também é resistência”, com Thiffany Odara e Gabriel Leal
12h, no Instagram - Roda de diálogo: “Territorialidade e Identidades Sociais: Nordeste em Foco”, com Alan Costa e TransAlien
13h, no Zoom - Imersão em Dança: Vogue com Lu Montty
15h, no Zoom - Imersão em Performance: Maquiagem com Malayka SN
17h, no Zoom - Imersão em Música: Estratégias Criativas de Composição com Felipe Salutari
19h, no YouTube - Apresentações Musicais: Ventura Profana, Nêssa, Maya, DICERQUEIRA, Vittor Adél, As Mambas, Nininha Problemática, Áurea Semiseria e Udi Santos
SERVIÇO
AFROBAPHOLab: Bahia is Burning
Quando: 13 a 15 de agosto
Quanto: gratuito
Editoria: música, dança, artes integradas, rodas de diálogo
Mais informações: http://www.afrobapho.com.br
Sobre Natura Musical
Natura Musical é a plataforma de cultura da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 174,5 milhões no patrocínio de mais de 518 projetos - entre trabalhos de grandes nomes da música brasileira, lançamento e consolidação de novos artistas e projetos de fomento à cenas e impacto social positivo. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do Natura Musical selecionou 43 projetos em todo o Brasil e promoveu mais de 300 produtos e experiências musicais, entre lançamentos de álbuns, clipes, festivais digitais, oficinas e conferências. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com uma programação contínua de lives, performances, bate-papos e conteúdos exclusivos, agora digitalmente.
FAZCULTURA
Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.
Sobre o Coletivo AfroBapho
O Afrobapho é um coletivo baiano formado por jovens negros LGBTIA+ das periferias de Salvador, que utilizam as artes integradas como ferramenta de mobilização e sensibilização social. Surgiu em novembro de 2015, como uma plataforma de ação coletiva que produz narrativas criativas para falar sobre questões sociais e direitos humanos. Através da dança, música, produções audiovisuais e performances artísticas, aborda numa perspectiva antirracista, questões de estética, dissidências de sexualidade e gênero, que confrontam o padrão heteronormativo da sociedade. O Afrobapho é uma narrativa potente que se manifesta através de corpos dissidentes, que por muitas vezes foram excluídos, violentados e silenciados.