20/02/2023
Foto: Lucas Rosário/Secult-GovBa
O Carnaval na Bahia é de todos os ritmos, inclusive o reggae. O ritmo tomou conta do Circuito Osmar, no Contrafluxo na noite desta segunda-feira (20) com o desfile do Bloco Aspiral do Reggae. Neste ano o bloco contou com cerca de 800 foliões em seu desfile. A agremiação tem apoio do Programa Carnaval Ouro Negro 2023 que investiu mais de R$7,6 milhões em blocos afro, de samba, de reggae e nos afoxés aprovados no edital.
A homenagem deste ano é sobre a memória do cantor de reggae jamaicano Jimmy Cliff, que já morou alguns anos em Salvador, cidade onde ele teve sua filha Nabiyah. Ele também já curtiu o Carnaval na capital, em 1991, saindo no bloco Olodum.
Jussara Santana, coordenadora do Aspiral do Reggae, fala sobre o retorno a festa momesca e o tema do bloco. “Dois anos sem carnaval, descemos com o reggae night homenageando Jimmy Cliff, que foi um dos primeiros cantores de reggae que ouvi ainda na infância. Achamos que este retorno ao Carnaval seria o momento ideal para trazer nossa mensagem positiva do reggae”, enfatiza.
Ainda na concentração, estavam na expectativa da saída do bloco o casal de amigos Reinaldo de Jesus e Telma Santos. Reinaldo sai no bloco há cerca de cinco anos e disse da importância de ter o ritmo no carnaval. “É muito importante a valorização da nossa cultura e neste momento de pós-pandemia, estamos aqui para tocar o reggae na avenida na cidade de Salvador”, conta Reinaldo.
Já Telma brinca que é casada com o reggae e que esperou muito por este retorno. “Uma amiga me convidou para sair aqui no bloco Aspiral e eu adorei, e desde então esse é o terceiro ano saindo no bloco”, relembra.
Um dos cantores a puxar o trio foi Kamaphew Tawá, que entregou um show com os clássicos do homenageado. Ele falou também sobre a importância do reggae estar no Carnaval da Bahia. “Salvador é uma cidade de ancestralidade negra e o reggae traz todo esse conhecimento da nossa unificação, a importância da valorização da cultura negra e do nosso povo neste país e no mundo. Nossa cidade respira reggae e merece estar no carnaval também”, enfatiza. Além de Kamaphew tawá & Banda Aspiral do Reggae, estiveram no trio o Dj Ras Peu, Jô Kallado, Andresa Ribeiro e Ronny.
Carnaval Ouro Negro 2023 - O Carnaval da Secult conta ainda com 63 grupos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índio contemplados pelo Carnaval Ouro Negro 2023, que desfilarão nos outros circuitos da folia. Entre eles, estão grupos tradicionais como o Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro. A pasta fez um investimento histórico no Carnaval Ouro Negro 2023, destinando R$ 7,6 milhões ao edital, com o intuito de preservar a tradição destes blocos na folia soteropolitana.
Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. O Carnaval da Cultura é promovido pelo Governo do Estado, Carnaval 2023 – “Um Carnaval em Cada Esquina”.