Coletivo Sambaiana celebra mulheres sambistas no Pelourinho

21/02/2023

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Foto: Ricardo Freire

O Circuito Batatinha ficou pequeno para caber tanta animação e alegria quando o coletivo feminino de samba “Sambaiana”, formado por seis mulheres, subiu ao palco do Largo Tereza Batista, no Pelourinho. Com músicas autorais como “Groove Arrastado”, que concorre à música do Carnaval, e muito samba, o público não ficou parado.

Além do repertório formado pelo gênero que é patrimônio imaterial da cultura brasileira, o coletivo fez no palco uma linda homenagem a mulheres sambistas, como Lecy Brandão, Alcione, Clara Nunes e Beth Carvalho. Mais do que celebrar a arte de ícones da música brasileira, a banda fez uma reverência ao samba da Bahia. “Tocar no Pelourinho é sempre uma delícia e fechamos com chave de ouro o primeiro Carnaval da Sambaiana. Estamos muito felizes”, confessou Marília Sodré, vocalista e violonista do grupo. O coletivo de samba é formado também por Rayra Mayara (cavaco e voz), Grace Profeta (percussão e voz), Ju Moraes (voz), Marcinha Bb (percussão) e Lalá Evangelista (percussão).

Antes do samba invadir o palco do Largo Tereza Batista, as bandas DH8 e Swing do Linnoy já haviam esquentado o Circuito Batatinha com apresentações no Largo Pedro Archanjo e no Largo Tereza Batista, respectivamente. O grupo DH8, liderado pelo cantor Gusta, levou para a folia o repertório do recém lançado EP “Quebrar Quebrar”, que inclui músicas como “Xonadão”, “Popô Pacá” e “Superei”. A primeira foi escrita, especialmente para a DH8 por um quarteto de compositores consagrados de Goiânia, Bia Frazo, Diego Silveira, Kel Bertin e Leo Souza, que já escreveram hits para grandes cantores nacionais. As outras duas são composições do próprio grupo. 

Mas, a festa do folião Batatinha não ficou só no Largo Pedro Archanjo, se estendeu também para o Largo Tereza Batista, onde a “quebradeira” foi o ritmo de ordem ditado pela banda “Swing Linnoy”. Durante o show da banda, o folião se divertiu com uma verdadeira mistura musical. “A Bahia permite essa mistura e o povo entende essa diversidade de ritmos no nosso som e na nossa identidade”, disse Linnoy, cantor da banda.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. O Carnaval da Cultura é promovido pelo Governo do Estado, Carnaval 2023 – “Um Carnaval em Cada Esquina”.