Com imenso pesar, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) lamenta a morte de Maria das Dores da Conceição, conhecida como Dona Dazinha, nesta terça-feira (01/10), aos 108 anos.
Juíza perpétua da Irmandade da Nossa Senhora da Boa Morte, Dona Dazinha ocupava o mais alto cargo na hierarquia da Irmandade composta exclusivamente por mulheres negras. Mãe de cinco filhos, foi charuteira e trabalhou na Fábrica Pimentel em Muritiba. Dona Dazinha era de Obá com Ogum, feita desde criança. “Nasci dentro da camarinha”, dizia a matriarca.
A Irmandade da Boa Morte, patrimônio imaterial da cultura da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura da Bahia (IPAC), é uma confraria afrocatólica brasileira que, por muito tempo, foi responsável pela alforria de inúmeros negros escravizados.
A SecultBa manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e admiradores da querida matriarca, Dona Dazinha. Desejamos que seu legado cultural permaneça vivo e sirva como referência para outras gerações de fazedores e fazedoras de Cultura.