Com força e exuberância, o bloco afro ‘A Mulherada’ tomou as ruas de Salvador, nesta quinta-feira (27), espalhando empoderamento e resistência feminina no ritmo afro-pop. Contemplado pelo programa Carnaval Ouro Negro - iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) -, a banda mistura elementos da musicalidade africana, brasileira e pop com uma vertente de exaltação e ancestralidade.
Com 24 anos de trajetória, ‘A Mulherada’ se consolidou como referência na luta contra a violência doméstica e familiar, além de incentivar a participação feminina no mercado artístico, cultural e empreendedor. Para Kátia Moreira, uma das integrantes do bloco, o desfile é um momento de afirmação e resistência. “Participar do Bloco ‘A Mulherada’, que é feminino, que é feminista e que traz a força das mulheres perante a sociedade, mostra essa força não só através da dança, mas através da nossa presença enquanto mulheres pretas”.
Desde 2008, o bloco leva ao Carnaval a campanha “Tocar pode, bater não!”, que propõe uma reflexão sobre a violência contra as mulheres nos grande eventos musicais. Para Jaciara França, 44 anos, professora da rede pública estadual, associada da agremiação desde a primeira formação, o bloco representa um movimento maior do que uma banda. “É de muito orgulho, de alegria, ver que ‘A Mulherada’ mais uma vez vem buscando e falando sobre a ancestralidade e a religião de matriz africana. Esse ano trazendo como tema a homenagem ao orixá Oxumarê que é ciclo, que é renovação”.
Além da musicalidade e da mensagem política, o bloco se destaca também pelo impacto visual. As integrantes desfilam com roupas padronizadas – saias e camisas coloridas, adereços na cabeça simbolizando coroas e acessórios elaborados.
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