Com tambores que ecoam força e ancestralidade, a banda Didá brilhou no Circuito Osmar, reafirmando a missão de empoderar mulheres e fortalecer a cultura afro-brasileira. Este ano, a primeira banda de percussão formada apenas por mulheres negras desfilou com o tema ‘Rainhas do Samba Reggae nos Mistérios da Roma Negra’, exaltando a resistência e o protagonismo feminino na música e na sociedade.
Com danças expressivas e trajes majestosos, as mulheres da Didá desfilaram com elegância e atitude, mostrando que o Carnaval também é um espaço de luta e celebração. Fundada em 1993 por Neguinho do Samba, criador do samba-reggae, a banda Didá surgiu para incluir mulheres na percussão e combater o racismo.
Hoje, é referência na luta por igualdade e transformação social. "Muitas meninas estão sendo incluídas na sociedade musicalmente, tocando e sendo valorizadas. Conquistamos nosso espaço como a primeira banda de percussão feminina da Bahia. E assim temos o mundo aos nossos pés através dos nossos tambores", disse a trompetista da Didá, há 27 anos, Silmaria Neves.
O desfile trouxe baianas com pombas para simbolizar a paz, enquanto as demais integrantes exibiam placas de protesto por direitos femininos. A percussão vibrante e os berimbaus reafirmaram a identidade do bloco e emocionaram o público.
Para Adriana Portela, maestrina da banda, o incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) é fundamental. “O Ouro Negro nos permite colocar nosso bloco na rua com dignidade e respeito. Ainda há desafios, mas esse apoio é essencial para manter viva nossa tradição.”
Com música, ancestralidade e mensagens de luta, o bloco segue fazendo história no Carnaval de Salvador, mostrando que a resistência feminina pulsa no ritmo do samba-reggae.
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