“É o momento que estamos na rua para mostrar o nosso poder como negro e negra”. Assim, Joanita Santana definiu a importância de estar no Campo Grande, no início da madrugada do domingo (2), para mostrar ao mundo o poder do Bankoma.
O bloco apoiado pelo programa Ouro Negro, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), levou às ruas, neste segundo desfile, a beleza das fantasias, que misturavam as cores com as palhas nos braços. O poder da percussão fez vibrar os corações de associados e foliões que contemplavam o trio e as alas da agremiação na pipoca.
No ano que completa 25 anos, o bloco afro com raízes no Terreiro São Jorge Filho da Goméia, na cidade de Lauro de Freitas, levou à avenida o tema “25 anos de existência e resistência”. O Bankoma carrega consigo as tradições do candomblé de nação Bantu.
“Desfilamos na quinta-feira, primeiro dia do carnaval, debaixo de chuva e mesmo assim foi muito especial. Nós viemos trazer a nossa mensagem de existência e resistência. Saímos de Lauro de Freitas para desfilarmos, aqui, no carnaval de Salvador”, disse Maria Lúcia de Santana Neves, mameto Murici, presidente do Bankoma.
Ivonete Pereira, 65 anos, atravessa as ruas do circuito Osmar, com o bloco, há quase 15 anos. “Eu sou da família Bankoma. Estamos aqui para abrilhantar essa avenida com essas dançarinas maravilhosas. Minha família participa da produção, minha filha produz os adereços, eu produzo as roupas. Desde fevereiro já estamos trabalhando em prol do carnaval”, compartilhou.
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