Ancestralidade indígena desfila no Campo Grande com o Commanches do Pelô

02/03/2025

Com 51 anos de história, o bloco indígena Commanches do Pelô levou às ruas do circuito Osmar, neste domingo (2), a beleza de 250 indígenas com figurinos diversificados e coloridos, baianas à frente do trio, percussão potente e o carisma de O Pretinho, que cantou grandes sucessos da história do samba. O bloco resgata o empoderamento e as raízes da comunidade indígena.

“Trouxemos diversos indígenas aldeados de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Temos um pouco de tudo: o samba de O Pretinho, as histórias do Carnaval e, claro, a reverência aos 40 anos da axé music”, compartilhou o diretor da agremiação, Joselito Silva.

O Commanches, fundado em 1974, é um símbolo de luta e resistência no Carnaval de Salvador. Com o apoio do Ouro Negro, Joselito também destacou a importância de políticas identitárias na defesa da história dos povos originários. “O Ouro Negro tem ajudado diversas entidades relevantes do Carnaval, como o Muzenza, Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy, e está ao lado do Commanches. Não conseguimos viver sem o programa, nem conseguiríamos trazer essas indígenas lindas e bem vestidas para a avenida”, afirmou.

Ancestralidade indígena desfila no Campo Grande com o Commanches do Pelô

Foto: Gabriel Martins

Aneandes Bispo acompanha o bloco há 51 anos e não perde a animação para desfilar mais uma vez. “Com sol ou com chuva, venho para me divertir, brincar e tomar minha cervejinha”, disse.

A costureira Maria Celeste, 64 anos, também falou do seu orgulho em mostrar, na maior festa de rua do mundo, o que é produzido durante meses em respeito e celebração à história dos indígenas. “Aqui é meu grupo. Eu produzo as roupas, organizo toda a produção, e é uma felicidade enorme”, declarou Maria, que já não lembra há quanto tempo desfila com a agremiação.

 

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