Reggae ecoa como símbolo de resistência no Carnaval de Salvador

03/03/2025
Reggae ecoa como símbolo de resistência no Carnaval de Salvador

No domingo (2) de Carnaval, o Circuito Batatinha, no Centro Histórico de Salvador, foi invadido por um estilo musical diferente. O ritmo inconfundível do reggae baiano também teve espaço garantido na festa. O Bloco Ska Reggae foi uma das 110 instituições culturais contempladas pelo Governo do Estado da Bahia, através do Programa Ouro Negro, que apoia iniciativas afros e de matrizes africanas na folia momesca. O grupo levou o legado de Bob Marley para a avenida, em comemoração aos 80 anos que o artista completaria este mês.

“Esse ano, Bob Marley completaria 80 anos, então, nada mais justo. Como todo mundo diz, nós temos o rei do reggae aqui, que é Edson Gomes, mas o precursor do reggae no mundo foi Bob Marley. Então, nós temos a obrigação de homenageá-lo”, afirmou Luana Oswaldo, dirigente do bloco. Luana segue apontando a importância de poder contar com o apoio de um programa como o Ouro Negro, para que iniciativas como a do Ska Reggae possam estar presentes na maior festa de rua do planeta.

Edy Vox, que desponta como um nome consagrado no cenário musical baiano, reconhecido por sua contribuição ao reggae popular nacional, entrou no circuito rasgando sua guitarra. Entre um dedilhado e outro, o músico falou conosco sobre a experiência de trazer a filosofia do reggae para a festa popular baiana. “A Bahia é reggae! É maravilhoso estar aqui”, disse o cantor.

No meio dos foliões, encontramos o casal de auxiliares em corte e costura, Angélica Corrêa e Magno Sena. Em meio ao bloco, na ginga do ritmo, os dois fizeram questão de dizer que só saem em blocos de reggae. “Então, já é mesmo uma questão nossa. Somos fãs do ritmo. Reggae é resistência, ele leva paz. E Edy Vox é tudo de bom! A gente tenta, a cada ano, fortalecer. Somos fãs”, disseram os amantes da folia.

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