As cores do reggae invadiram o Circuito Osmar (Campo Grande) na programação do domingo de Carnaval. Centenas de pessoas vestidas de vermelho, amarelo e verde acompanharam o bloco Banana Reggae na avenida, que completa 30 anos de existência. Mulheres puxavam a entidade carnavalesca portando bandeiras da Jamaica, Senegal, Moçambique e África do Sul, arrastando dezenas de jovens que dançavam ao som do reggae.
A resistência, a força e a luta são fundamentos do gênero musical. Para Tomé Viana, presidente do bloco que surgiu em Pernambués, “trazer o reggae para a avenida é um ato de resistência. É uma música universal que traz paz e consciência para a humanidade”, destacou. Viana também ressaltou que “fomentar esse trabalho é essencial para a Bahia e que, graças ao Ouro Negro, estamos resistindo e existindo — os blocos afros, os de samba e os de reggae”, finalizou.
No desfile deste ano, o cantor de hip-hop Negro Davi foi o convidado. Nascido no mesmo bairro do bloco, ele estava emocionado. “O reggae é uma música de consciência, uma arte que educa, e temos a essência da nossa ancestralidade nela. Precisamos manter viva toda a nossa história”, destacou.
“Manter e promover essas entidades carnavalescas negras é crucial para que a nossa cultura se mantenha viva”, reforçou Negro Davi. Como novidade, o bloco Banana Reggae lançou neste Carnaval a música “Vem Ser Feliz”. A obra integra um EP com mais cinco faixas, que será lançado no próximo dia 5 nas plataformas digitais. “Não tem nada melhor que o reggae. Ele traz energias boas e positivas. Vim buscar um pouco dessa energia na avenida", disse o jatista Paulo César.
Com um turbante e um vestido com as cores que representam o reggae, Adriele Silva, estudante de enfermagem, destacou que “colocar o reggae na rua e mostrar sua cultura é importante para o Carnaval de Salvador. É uma festa tão diversa que não pode deixar o reggae de fora, mesmo celebrando 40 anos de axé”, finalizou.
A farmacêutica Gicélia Oliveira disse que o que a motiva a sair de casa para o Carnaval é o momento do reggae. “Eu tenho muito amor e respeito pelo reggae. É muita alegria que emana da música", finalizou sorrindo.
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